11 de jun de 2015

Estado terá de explicar planos para segurança

Está programada para às 14h de hoje uma sessão especial na Assembleia Legislativa, que pretende discutir a segurança pública. Além dos deputados, também foram convidados a participar dos debates membros do Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil, Estado e da sociedade paraense.

A iniciativa partiu dos deputados Carlos Bordalo (PT), Iran Lima (PMDB) e Lélio Costa (PC do B), e o objetivo será discutir propostas para amenizar a onda de violência que toma conta do estado, e ouvir de cada órgão convidado o que cada um está fazendo para combater o crime, dentro de suas atribuições. O Tribunal de Justiça do Estado também vai estar representado na sessão, segundo confirmou Bordalo, em confirmação oficializada a ele pelo presidente do TJ, Constantino Guerreiro. 

Os deputados querem a presença do titular da Secretaria de Estado de Segurança Pública, o general do Exército Jeannot Jansen, para explicar se há algum plano de ação do governo para combater o crime e diminuir os indicadores que apontam o Pará como um dos estados mais violentos do país. Segundo os organizadores da sessão, o Governo do Estado precisa apresentar um plano consistente capaz de justificar a negativa do governador Simão Jatene em pedir o apoio da Força Nacional.

Um dos deputados da base aliada, Eliel Faustino (PSD), assegurou que o secretário participará da sessão. 

Segundo o estudo “Mortes Matadas por Armas de Fogo”, divulgado em maio deste ano pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), com base no levantamento feito pelo Mapa da Violência mostra que ocorreu um forte crescimento da mortalidade na região Norte — 135,7% na década, mais que duplicando o número de vítimas no período. E o Pará figirava como um dos carro-chefe desse crescimento, mais que triplicando o número de mortes por armas de fogo no período.

O Pará ocupa a 10ª posição no país no ranking de mortes por arma de fogo. Foram 28,8 mortes por cada grupo de 100 mil habitantes em 2012. Em 2002 o Estado ocupava a 19ª posição nesta modalidade. Na década, o estado paraense registrou 150,9 mortes por 100 mil habitantes, posicionando o Pará na sexta posição entre os estados onde ocorre o maior número deste tipo de morte.

“Queremos uma resposta concreta e urgente. Precisamos dar uma resposta de estado. A bandidagem perdeu completamente respeito pela autoridade do Pará. Precisamos de policiamento ostensivo para que a gente possa devolver a paz à população. Esperamos que o governo do estado compareça”, declarou Bordalo.

(Diário do Pará)

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