20 de mai de 2015

Professores da UFPA anunciam greve Quarta-F

Professores da Universidade Federal do Pará (UFPA) anunciaram greve a partir do dia 28 deste mês.

A decisão foi tomada após assembleia geral da Associação de Docentes da UFPA (ADUFPA), realizada na manhã desta quarta-feira (20).

A categoria confirmou a deliberação da reunião dos docentes das Instituições Federais de Ensino (IFE), ocorrida no último final de semana, em Brasília. 

Com a confirmação do movimento grevista na UFPA, a reitoria será notificada e as atividades serão suspensas por tempo indeterminado, a partir do próximo dia 28.

De acordo com a ADUFPA, o Comando Local de Greve (CLG) vai ser instalado no dia 26 de maio, durante reunião na sede administrativa.

Um dia antes da deflagração da greve, no dia 27, a ADUFPA promoverá um café da manhã, a partir das 8h, nos portões da UFPA. Eles pretendem explicar os motivos do movimento grevista e mobilizar a categoria para adesão à greve.

“A greve é um chamado a categoria para defender o trabalho docente e a Universidade pública, lutando por melhores salários, reestruturação da carreira e contra os cortes de verbas, que reduziram mais de 30% o orçamento da UFPA”, afirmou a professora Fátima Moreira, da diretoria da ADUFPA.

Durante a assembleia, os docentes avaliaram a conjuntura de crise econômica e ajuste fiscal e receberam manifestações de apoio de estudantes e representantes dos técnico-administrativos e do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica e Profissional (Sinasefe).

Um grupo de alunos de Licenciatura em Música fez uma apresentação musical no início da assembleia, como uma forma de apoio ao movimento.

Os docentes reivindicam, entre outros pontos, um reajuste linear de 27,3%, uma política de valorização salarial, a reestruturação da carreira e a reversão dos cortes de verbas na educação pública, que atingiram mais de 30% do orçamento das Universidades federais, prejudicando a execução de diversas ações, como viagens de campo, que foram canceladas, e a realização de obras, cujo prazo de entrega ficou incerto. 

Além dos docentes, os servidores técnico-administrativos também entrarão em greve, no mesmo dia. Ele reivindicam, também, reajuste de 27,3% e defendem, entre outros pontos, a rejeição do Projeto de Lei das terceirizações e a não efetivação das MPs 664 e 665, que retiram direitos dos trabalhadores. 

(DOL)

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