29 de jan de 2015

Sespa distribuirá em fevereiro novo remédio para tratamento contra o HIV

Deborah Crespo, coordenadora Estadual de DST/Aids da Sespa, disse que o novo remédio permitirá atender também os portadores do vírus
O Pará já recebeu do Ministério da Saúde novos medicamentos para o tratamento de pacientes com o vírus HIV. São mais de 153 mil comprimidos do remédio, um combinado de três substâncias que combatem a carga viral, fortificando o sistema imunológico dos portadores do vírus. No Estado são atualmente quase 06 mil pacientes em tratamento, a maior parte na Região Metropolitana de Belém. A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) iniciará a distribuição no início de fevereiro.

A combinação é uma dose tripla de Tenofovir (300 mg), Lamivudina (300 mg) e Efavirenz (600 mg). Para o farmacêutico bioquímico da Coordenação Estadual de DST/Aids da Sespa, José Augusto Oliveira, a vantagem está na adesão ao tratamento. “Os medicamentos para controlar a proliferação do vírus têm muitos efeitos colaterais. Os pacientes precisavam tomar três pela manhã e três à tarde, e muitos acabam não querendo tomar. Agora os três estão em um comprimido, o que significa que vão precisar tomar um pela manhã e um à tarde”, explicou.

De acordo com o a coordenadora Estadual de DST/Aids da Sespa, Deborah Crespo, o registro de casos passou a ser diferente desde o ano passado, quando o Ministério da Saúde ampliou o tratamento. “Antes, registrávamos apenas quem tinha a doença, e não quem tinha o vírus, porque o paciente com Aids já teve muitas células infectadas pelo vírus. Se o diagnóstico do vírus for feito precocemente essas células não são muito afetadas, e o paciente será apenas portador da cepa viral. A ampliação com esse novo remédio vai agora atender também os pacientes portadores do vírus”, informou.

A perspectiva é ampliar o atendimento. “Estudos garantem que quanto mais precoce o tratamento for, melhor a sobrevida do paciente, semelhante até a de quem não tem vírus. Consideramos esse um avanço muito bom. A nossa luta agora é para que todos que já fazem o tratamento antigo o substituam, porque de início esses medicamentos serão distribuídos para os novos pacientes”, acrescentou.

Sem interrupção - O tratamento é contínuo. Os portadores do vírus HIV/Aids precisam tomar os medicamentos para sempre. “Enquanto a ciência não descobrir a cura para o vírus, os pacientes precisam tomar o medicamento sem interrupções. Acontece que, com muitos remédios e muito tempo de tratamento, o ser humano relaxa e esquece de tomar. O próprio indivíduo boicota o tratamento, e isso atrapalha  tudo. Diminuindo a quantidade de remédio, é mais difícil de o paciente esquecer”, frisou a coordenadora.

O Brasil é o primeiro País a combinar esses medicamentos. “O remédio 3 em 1 foi criado aqui, mas a combinação de remédios é uma tendência mundial da indústria farmacêutica. Agora, com essa facilidade, vamos ampliar o tratamento, inclusive no interior do Estado”, ressaltou a coordenadora.

Gabriela Azevedo
Secretaria de Estado de Comunicação

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