17 de dez de 2014

Cresce quantidade de ‘jovens trintões’ que vivem com os pais

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Os “trintões brasileiros” não querem sair da casa dos pais. A quantidade de jovens de 25 a 34 anos que ainda moram com a família cresceu de 21,2% para 24,6% no Brasil entre 2004 e 2013, de acordo com a Síntese de Indicadores Sociais 2014, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (17).

Significa dizer que um em cada quatro brasileiros nessa faixa etária permanece na casa dos pais. A esse grupo de brasileiros, que vive com os pais, o instituto deu o nome de “geração canguru”.

Se considerar apenas o Sudeste, o percentual é ainda maior: 26,8% dos jovens entre 25 e 34 anos vivem com os pais. No Nordeste, a taxa também está acima da média nacional: 24,7%. Por outro lado, a quantidade de brasileiros com idade entre 25 e 34 anos que vivem com os pais é menor no Sul (21,9%), Centro-Oeste (21,5%) e Norte (19,8%).

O estudo tem como bases de informações a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2013, o Censo Demográfico 2010, a Projeção da População do Brasil por sexo e idade 2013, dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), do Ministério da Educação, e Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.


O estudo traz informações sobre demografia, famílias, educação, trabalho, rendimento e domicílios, apresentando novas abordagens, como a análise das diferenças por gênero, cor e raça e idade.

De acordo com o estudo, a maioria desses brasileiros que vivem com os pais estão empregados: a ocupação chega a 90,7%. No entanto, o nível de emprego desses jovens está abaixo da média geral, já que 93,1% dos jovens brasileiros que têm entre 25 e 34 anos estão empregados.

Escolaridade e renda

O IBGE indica também que a “geração canguru” tem maior escolaridade média. São 10,9 anos de estudo, em média, “indicando que a opção de viver na casa dos pais pode estar ligada ao prolongamento e à maior dedicação dos estudos”.
A renda familiar também contribui para que o jovem adulto permaneça na casa dos pais. Quanto maior o rendimento familiar por pessoa, maior a presença de integrantes da “geração canguru” vivendo com os pais.
Na região metropolitana de Fortaleza, por exemplo, 21,9% das famílias com renda de mais de dois salários mínimos (R$ 1.448) por pessoa tinham jovens de 25 a 34 anos de idade na condição de filhos. Na contramão, entre as famílias com renda de até meio salário mínimo (R$ 362) por pessoa, apenas 9,4% têm jovens da “geração canguru” em casa.
Em São Paulo, o nível também é alto: 14,1% dos filhos de 25 a 34 anos vivem na casa dos pais. Entre as famílias que têm rendimentos de mais de dois salários mínimos (R$ 1.448) por pessoa, a taxa sobe para 17,2%.
Em Belo Horizonte, 13,3% das famílias da região metropolitana ainda tem jovens de 25 a 34 anos sob o teto dos pais. Entre as famílias que têm renda por pessoa superior a dois mínimos (R$ 1.448), 17,4% delas possuem jovens ao redor dos 30 anos em casa.
No Rio de Janeiro, o índice é um pouco menor: 12,5% das famílias contam com “jovens adultos” sob o teto dos pais. Entre as famílias com renda superior a R$ 1.448 por pessoa, o nível sobe para 15,7%.
Por outro lado, na região metropolitana de Porto Alegre, 10,3% das famílias têm jovens de 25 a 34 anos em casa. Outra região metropolitana em que os jovens adultos saem mais cedo da casa dos pais é Curitiba, onde 11,4% das famílias têm filhos de 25 a 34 anos dentro de casa.

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