22 de dez de 2014

CPI das milícias inicia reuniões administrativas

CPI das milícias inicia reuniões administrativas (Foto: Fernando Araújo)

A Comissão Parlamentar de Inquérito que vai apurar a existência de grupos de extermínio no Estado do Pará faz sua primeira reunião administrativa nesta segunda-feira, dia 22, a partir das 10h, na Sala dos Ex-Presidentes da Assembleia Legislativa. A CPI foi formalizada no último dia de sessões ordinárias da legislatura de 2014, quinta, 19, quando os deputados Augusto Pantoja (PPS) e Carlos Bordalo (PT) assumiram, respectivamente, a presidência e a relatoria dos trabalhos, e de acordo com o propositor da Comissão, deputado Edmilson Rodrigues (PSOL), a discussão do dia será em torno do cronograma de ações do grupo e ainda deverá haver mais uma reunião esse ano, logo após o Natal, na próxima semana. Como o mandato dos deputados que ocupam a casa encerra em 31 de janeiro de 2015, a expectativa é que as investigações avancem nesse período e de que o relatório conclusivo seja divulgado à população e entregue ao Ministério Público do Estado até o final desse mesmo mês.

“Nessa reunião a gente deve votar o cronograma de trabalho e aprovar pelo menos mais uma reunião, para a próxima semana, e já com algum convidado a prestar esclarecimentos sobre a atuação de milícias. Nesse cronograma fica definido quem é que nós chamaremos a prestar depoimento, quais as autoridades que chamaremos para colaborar com as investigações, federais e estaduais, e ainda que tipo de documentação, relatórios de investigação policial, nós pediremos para ter acesso”, adiantou o parlamentar, que é membro nato da CPI. 

O pedido de instalação de CPI foi feito no dia 11 de novembro, seis dias após a madrugada do dia 5 de novembro, quando dez mortes foram registradas seguidas do assassinato de Antônio Figueiredo, o “Cabo Pet”, como era conhecido o policial militar, no bairro da Terra Firme, e que seria miliciano. Edmilson apresentou o requerimento na sede do Legislativo para atender uma demanda de mais de cem movimentos sociais que cobravam explicações sobre as onze execuções ocorridas, e que até agora não foram esclarecidas pela Segurança Pública. No dia 25 do mesmo mês, o deputado conseguiu o número mínimo de adesões à instalação da comissão, mas a composição do grupo de trabalho só foi formalizado no último dia 18.

(Diário do Pará)

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