6 de nov de 2014

BC sobe para 17,6% previsão de reajuste da energia elétrica em 2014

O Banco Central subiu de 16,8% para 17,6% sua estimativa de reajuste dos preços da energia elétrica neste ano. A informação que consta na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) – que surpreendeu ao subir os juros de 11% para 11,25% ao ano na semana passada –, divulgada nesta quinta-feira (6).


O reajuste da energia previsto pelo BC já é mais do que o dobro do estimado pela própria instituição no início deste ano. Em janeiro de 2014, o Banco Central previa que o aumento da eletricidade seria de 7,5%, valor que foi mantido em fevereiro. Em abril, já estimava uma alta de 9,5% e, em maio, passou para 11,5%, avançando para 14% em julho e para 16,8% em setembro deste ano.

Gasolina

A Petrobras divulgou comunicado nesta quarta-feira (5) afirmando que a orientação de seu Conselho de Administração tem sido pela manutenção dos níveis de preços dos combustíveis. "Até o momento, não há data ou percentual definidos para o reajuste no preço da gasolina e do diesel", diz a empresa. "A orientação do Conselho de Administração tem sido pela manutenção dos níveis de preços."

A estatal informou que, durante as reuniões do conselho, a Diretoria Executiva da estatal apresenta "indicadores que servem de balizamento para eventuais ajustes nos preços". Está agendada uma nova reunião do conselho para o dia 14 de novembro para apresentação dos resultados do 3º trimestre de 2014.

Na terça-feira (4), a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou após reunião de Conselho de Administração da estatal, realizada em Brasília, que o "aumento de combustíveis não se anuncia, pratica-se". O ministro da fazenda, Guido Mantega, também participou da reunião.

O "Jornal Nacional" informou que o Conselho de Administração da estatal deu aval para o reajuste nos preços da gasolina e do diesel nos próximos dias. O índice e a data do reajuste ainda estão sendo discutidos pela diretoria da Petrobras.

Neste mês, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a gasolina no Brasil não está mais com os preços defasados em relação ao mercado internacional, mas repetiu que, ainda assim, o combustível pode ficar mais caro no país.

"Essa é uma decisão da Petrobras. Embora o preço da gasolina no Brasil esteja maior agora do que nos Estados Unidos, isso não quer dizer que a empresa vai deixar de fazer algum aumento. Havia defasagem. Agora não há defasagem. Agora [um eventual aumento] é em benefício da Petrobras. O preço da gasolina está mais alto. Então, a Petrobras está ganhando com isso. Mas isso não significa que não haverá aumento. Isso é uma decisão da empresa", declarou ele a jornalistas.

No início de outubro, em entrevista ao G1, o ministro já havia dito que o preço da gasolina subiria ainda neste ano. Na ocasião, ele afirmou que todo ano há aumento da gasolina, e acrescentou que em 2014 não seria diferente.

"Ano passado [a gasolina] teve dois aumentos. Então, esse ano não será diferente. Vai ter aumento. Ano passado teve aumento em novembro. Quando houver a decisão, haverá um aumento. Não cabe a mim decidir isso", disse Mantega no começo de outubro.

G1

 

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