7 de out de 2014

Três pessoas são hospitalizadas na Espanha

Três pessoas, além de uma enfermeira contaminada pelo ebola, foram hospitalizadas na Espanha e estão sendo monitoradas sob suspeita de contágio, disseram as autoridades de saúde do país nesta terça-feira (7).


O marido da enfermeira, um profissional de saúde e uma pessoa vinda de um país com casos já confirmados foram colocados em quarentena, segundo disseram as autoridades em uma entrevista coletiva,A enfermeira, que tratou de dois missionários espanhóis que contraíram o vírus na África, é a primeira pessoa a se infectar com o vírus fora desse continente.

Ela está sendo tratada com anticorpos de outros pacientes infectados pelo vírus.Na segunda (6), o diretor-geral de pronto atendimento da comunidade Autônoma de Madri, Antonio Alemany, disse que o marido da enfermeira e mais três profissionais de saúde que a atenderam no domingo (5) terão a temperatura medida duas vezes por dia durante 21 dias. O protocolo também será aplicado a 30 funcionários que, da mesma forma que a infectada, atenderam os dois religiosos espanhóis no Hospital Carlos 3º.

EXPLICAÇÕES

A Comissão Europeia pediu ao governo da Espanha explicações sobre as falhas do sistema de saúde que provocaram o contágio da enfermeira."A Comissão Europeia enviou na segunda-feira uma mensagem ao ministério da Saúde espanhol para que esclareça as razões que tornaram possível este primeiro caso de contágio fora da África", afirmou o porta-voz da Comissão, Frederic Vincent.
Há vários meses os Estados membros da UE fazem um acompanhamento e coordenam os procedimentos nacionais a nível europeu para evitar a entrada do vírus no continente."Apesar do caso, não há inquietação na Comissão.

A propagação do vírus na Europa continua sendo uma hipótese altamente improvável", afirmou Vincent.A Comissão espera que a Espanha apresente na quarta-feira (8) ao Comitê de Segurança Sanitária as explicações sobre o caso."Quando a falha for identificada, servirá de exemplo aos outros países, mas pode levar tempo. As autoridades espanholas ainda tentam compreender", explicou Vincent.

(Folhapress)

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