3 de out de 2014

Santa Catarina sofre mais catorze ataques criminosos

Ônibus é incêndiado no bairro de Tapera, sul da ilha de Florianópolis 

Polícia Militar já contabiliza 68 ocorrências em uma semana; a cidade que concentra o maior número de ataques é Florianópolis, com doze casos.

Santa Catarina registrou pelo menos  oito catorze ocorrências criminosas entre o final da noite de quinta-feira e a manhã desta sexta, em meio à nova onda de violência que atinge o Estado. A Polícia Militar (PM) divulgou novo balanço oficial dos ataques, que já completam uma semana, e contabiliza 68 ocorrências, incluindo as prisões de suspeitos com materiais inflamáveis. A cidade com mais ocorrências é Florianópolis, com doze ocorrências, seguida de Palhoça e São José, ambos com sete casos registrados pela PM.

O primeiro caso da noite desta quinta aconteceu em Chapecó, no Oeste do Estado. Três homens invadiram um ônibus com passageiros e obrigaram todos a descer. Depois atearam fogo no veículo, que ficou completamente destruído. Os suspeitos não foram encontrados. No Meio-Oeste, em Joaçaba, dois suspeitos tentaram, sem sucesso, incendiar um ônibus.
Em Camboriú, quatro homens atearam fogo em um caminhão guincho que estava estacionado próximo a um quartel de bombeiros. O veículo foi completamente destruído. Segundo a polícia, o caminhão pertencia a uma empresa que não prestava serviços à prefeitura.

Em São José, a casa de um policial militar foi atacada com um coquetel molotov. Porém, o artefato explosivo não propagou fogo e ninguém ficou ferido. Em Gaspar, no Vale do Itajaí, a casa de outro agente militar foi alvo de disparos.
No início da madrugada desta sexta-feira, na Região Continental de Florianópolis, três homens atiraram nove vezes contra a casa de outro policial. Os tiros quebraram vidraças mas não atingiram ninguém. A PM fez buscas, mas não conseguiu prender os suspeitos.
Na região Norte, houve dois ataques. Uma delegacia em Joinville foi atingida por tiros e um ônibus de turismo foi parcialmente incendiado em Rio Negrinho. Neste caso, os bombeiros conseguiram apagar as chamas a tempo.

(Com Estadão Conteúdo)

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