24 de set de 2014

Brasil é o primeiro no ranking da derrubada de florestas

Embora as taxas de desmatamento da Amazônia sejam as mais baixas da História, a derrubada aumentou 29% no ano passado e, diferentemente do que informou a presidente Dilma, dados registrados diariamente pelos satélites do Inpe já indicam uma tendência de continuidade do aumento este ano. Com uma taxa anual de desmatamento na Amazônia de 5.891 km², o Brasil é o primeiro do ranking mundial no desmatamento de florestas tropicais. O desmatamento de florestas nativas continua a ser a principal fonte das emissões de gases estufa no país.
Ambientalistas apontam que o problema no Cerrado, onde está concentrado o agronegócio, é ainda mais grave. Nesse bioma que engloba todo o Brasil central, o desmatamento não é monitorado, embora o ex-presidente Lula tenha assinado, em setembro de 2010, um decreto se comprometendo em mapear anualmente o desflorestamento no bioma. O último dado oficial é de 2009, mas a estimativa é que entre 14.000 km² e 8.000 km² de mata nativa sejam ceifadas todos os anos no Cerrado. Além de Amazônia e Cerrado, o Brasil conta com outros quatro biomas: Caatinga, Pampa, Mata Atlântica e Pantanal. Nenhum tem o desmatamento monitorado regularmente.

O secretário do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Luiz Pinguelli Rosa, afirma que o Brasil caminha para cumprir a meta com que se comprometeu, ainda no governo Lula: reduzir entre 36% e 39% as emissões projetadas para 2020. O esforço representaria 1 bilhão de toneladas de CO2 a menos emitidas na atmosfera.
Ele diz, no entanto, que na área energética as metas nacionais devem ser afetadas por dois fatores: a redução do uso do etanol (neutro em carbono) em comparação com a gasolina e o aumento da geração de energia por meio de usinas térmicas, em detrimento das hidrelétricas. As térmicas são as mais poluentes de todas as fontes energéticas.
ORM

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