20 de ago de 2014

Saúde e bem estar

'Me sentia feia, deixei de sair de casa', diz mulher que perdeu 23 kg

Ana Paula chegou a pesar 101 kg antes de começar a praticar exercícios. Funcionária pública espera perder mais 10 kg e vestir jeans tamanho 40.


Thais Rezende Do G1 PA
Ana Paula Sirotheau chegou a pesar 101 kg. Hoje, pesando 78, ela ainda quer perder mais 10. (Foto: Ana Paula Sirotheau/ Arquivo Pessoal )Ana Paula Sirotheau chegou a pesar 101 kg. Hoje, pesando 78, ela ainda quer perder mais 10. (Foto: Ana Paula Sirotheau/ Arquivo Pessoal )
“Me sentia feia, indisposta, deixei de sair de casa, recusava convites e me refugiava nos sapatos”, conta Ana Paula Sirotheau, bacharel em direito, sobre sua vida quando tinha 32 anos e pesava 101 quilos. Atualmente, com 23 quilos a menos, ela conta que recuperou a autoestima e revela o que a motivou a mudar: agora ela pode usar uma calça jeans tamanho 44 e a meta é chegar ao manequim 40. 


Ana Paula passou 3 anos acima do peso, sofrendo fisica e psicologicamente com os quilos a mais. Mas a gota d’água, o que a motivou a perder peso foi a vaidade. “Tinha uma festinha na escola do meu filho, precisava de um jeans novo e saí para comprar. Andei Belém inteira e nem os modelos ‘plus size’ me serviam da maneira que eu queria. Cheguei em casa e chorei, chorei muito. Resolvi ficar nua na frente do espelho. Não me reconheci. Chorei ainda mais, perplexa com que havia me transformado. Uma cena estarrecedora. Jurei que mudaria naquele instante!”, lembra.

Casada e mãe de um menino, Ana Paula lembra que começou a engordar durante a gravidez e desde então não parou. Ela vestia manequim 52 e não tinha folego para brincar com o filho de 3 anos no parquinho. "Não conseguia abaixar para pegar os brinquedinhos dele!”, conta.

“Nunca fiz o estilo ‘modelete’, sempre fui cheinha. Mas na gravidez ganhei 27 kg e virei estatística. Obesa!”, afirma. Foi neste momento que Ana Paula começou a comprar sapatos como uma forma de compensar o problema. “Não precisa estar magra para comprar sapatos. Afinal, esse número nunca foi para 52, sempre ficou no 36 apesar da minha obesidade!”, brinca.

Ana Paula Sirotheau e filho. Belém (Foto: Ana Paula Sirotheau/ Arquivo Pessoal)Ana Paula começou a engordar na gravidez.
Uma das maiores dificuldades era brincar com o
filho. (Foto: Ana Paula Sirotheau/ Arquivo Pessoal)
Menos 23 quilos em 5 meses

      Ana Paula conta que a determinação foi o fator decisivo neste processo de emagrecimento. “Não foi fácil, ainda não é. Obesidade é uma doença”, diz. “Comecei caminhando, depois fui para a academia e agora faço academia três vezes por semana e caminho nos outros dois dias. Procurei ajuda de uma médica, não cortei nada da alimentação, apenas diminui. Não quero ser escrava [da dieta]”, conta Ana Paula. Em suas refeições, ela costuma comer de tudo um pouco e, se percebe que exagerou, compensa no dia seguinte com uma alimentação menos calórica ou com mais tempo na academia. Afinal, ela tem a meta de perder ainda 10 quilos. A vaidade a impulsionou no príncipio, mas depois começou a perceber os benefícios para sua própria saúde: "A disposição e o humor foram logo modificados”, afirma.

Ana Paula Sirotheau e marido. Belém (Foto: Ana Paula Sirotheau/ Arquivo Pessoal) 
Apoio do marido foi fundamental.
(Foto: Ana Paula Sirotheau/ Arquivo Pessoal)
Após perder 23 quilos, Ana Paula se emociona quando lembra do esforço durante os cinco meses que decidiu mudar a sua vida. “Não consigo ver essa foto - antes e depois – sem chorar, acredita? Penso que na primeira foto, eu era uma pessoa sem brilho no olhar, um sorriso triste, acomodada, sem objetivos e vaidade. A obesidade até apagou minha personalidade. Fiquei mais séria”, revela.
Ela diz que agora está mais confiante, brinca com o filho sem ficar cansada e consegue se abaiaxar para pegar os brinquedos e conta que até arrisca brincar de boxe no videogame, usando um periférico que captura movimentos. "O primeiro passo é sempre complicado, você está perdida, quer resultados mas não sabe por onde começar. É difícil aceitar e entender que você está doente e precisa de ajuda médica”, conta.

Para Ana Paula, o mais agradável ainda está por vir: um jeans 40. “Estou chegando, usando 44, que chegar no número 40!”. Quanto aos sapatos, eles fazem parte de um passado que Ana Paula nunca mais quer lembrar. “Mudei de casa faz pouco tempo e foi quando percebi que tinha muitos sapatos, mais que roupas. Dei a maioria, fique com uns 10 pares, não preciso mais deste refúgio, ando me desprendendo do que me faz mal. Me fazia lembrar da doença. Que bom que passou, estou quase curada!”.

G1

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