6 de ago de 2014

Escândalo na Assembleia Legislativa do Pará

Justiça ouve mais de 50 testemunhas em caso de funcionários fantasmas



 2014

       A apuração das oitivas serão presididas pela juíza da 11ª Vara penal, Alda Gessycione Monteiro de Souza Tuma com a presença de defensor público e advogados no Fórum criminal, centro de Belém. Você lembra do escândalo da Alepa, envolvendo servidores e alguns nomes de deputados da casa em fraudes. Puty apresentou à Câmara requerimento para criação de comissão externa, para ajudar a investigação no estado. A suspeita, segundo levantamento do MPE, é que o rombo nos cofres públicos seja de mais de 100 milhões de reais.  

FRAUDES – O esquema, definido à época abril de 2011 pelos promotores de Justiça do MPPA como “Uma teia tenebrosa”, se constituía da seguinte forma: Os servidores da Alepa recrutavam pessoas da periferia da cidade e do interior do estado pedindo cópias Xerox de documentos pessoais como RG, CPF e Título de eleitor. De posse desses documentos prometiam em troca cestas básicas com alimentos e doações de brinquedos à época natalina e posteriormente incluíam os nomes dessas pessoas na folha de pagamentos de servidores e estagiários da Alepa.

FANTASMAS - Após denúncias junto ao Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) - promoveu a denúncia de 12 pessoas entre as principais Mônica Pinto (ex-chefe da folha de pessoal), Daura Hage, o ex-deputado José Robson do Nascimento (Robgol) (PTB).
Também foram denunciados a servidora Milene Rodrigues e o marido dela Fernando Rodrigues que respondem por crimes de peculato e contratação de fantasmas.

 E mais: 
 






  
Veja trechos dos depoimentos:

TESTEMUNHAS – Três testemunhas de acusação depuseram também na condição de pessoas denunciadas pelo MPPA por terem seus nomes incluídos na folha de pagamentos da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa).
 
 “Eu só tomei conhecimento do que tinham feito com meus documentos depois que recebi um papel do Ministério Público dizendo que meus documentos estavam nas mãos do promotor”, relatou a artesã Maria Elizabeth do Espírito Santo

(...) “Eu entreguei cópias xerox da minha RG, CPF e Título de Eleitor a pedido da minha mãe que à época (não lembra o ano) trabalhava na casa da senhora Milene e do senhor Fernando. E minha mãe me disse que a senhora Milene (que não conheço pessoalmente) precisava dos meus documentos para me cadastrar para receber cesta básica e doação de brinquedos. Era época natalina”.

“Nunca recebi nem salário, nem cesta básica e nem brinquedos”, complementou.

“Eles ainda (o casal) pediram documentos da minha irmã, sogra e cunhada” , informou a testemunha.
 
Segunda testemunha
A segunda testemunha a depor foi a técnica de enfermagem, Jucilene da Luz Pinheiro, que relatou que sua mãe também trabalhou na casa do casal Fernando e Milene.

“Eu forneci cópias de meus documentos pessoais – RG, CPF e Título de eleitor ao senhor Fernando a pedido da minha mãe que disse que a senhor Milene que trabalhava na Assembleia (o clube) e precisava cadastrar pessoas para receber cesta básica e doação de brinquedos”, contou.

“Só fiquei sabendo que os documentos foram usados pela Alepa depois que recebi um documento do Ministério Público me chamando para depor e então eu liguei os fatos”.

“Quando chegou um papel do Ministério Público foi que eu descobri que meu nome estava na folha de pagamentos da Alepa, onde nunca pus os pés e nem onde fica”, relatou.



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