11 de nov de 2013

CNJ quer ouvir o prefeito de Marabá sobre gravação

O integrante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Gilberto Martins Valente instaurou procedimento para apurar as denúncias de tráfico de influência no Tribunal Regional Eleitoral do Pará. Valente solicitou a abertura de procedimento depois que o presidente do TRE do Pará, desembargador Leonardo Tavares Noronha, enviou ao Ministério Público Federal uma gravação, onde supostamente o prefeito de Marabá, João Salame Neto e o ex-prefeito de Marituba, Antônio Armando, conversam sobre a possibilidade de comprar sentenças favoráveis na Corte Eleitoral. 

A gravação, de pouco mais de 10 minutos, cita nominalmente quatro juízes que atuam no TRE paraense. Em contato com O Liberal, na manhã de ontem, o advogado Inocêncio Mártires Coelho, disse que o prefeito de Marabá, João Salame, foi convocado pelo Conselho Nacional de Justiça, para dar informações detalhadas sobre a gravação. Depois que o conteúdo da conversa vazou nas redes sociais, e teve repercussão na imprensa estadual, o ex-prefeito de Marituba, Antônio Armando, silenciou sobre o assunto.

Apenas o advogado do mesmo divulgou nota, negando que seu cliente tenha conversado com João Salame. Em contato com a reportagem o prefeito de Marabá além de ratificar o teor da gravação, adiantou que gravou, também, imagem do ex-prefeito de Marituba adentrando em seu apartamento, para tratar do processo que tramitava no TRE. Na gravação, Antônio Armando, sem citar nomes, faz referência a dois juízes cujos votos já estariam garantidos.

Por outro lado, esta semana a Associação dos Magistrados - AMEPA, divulgou Nota repudiando as denúncias do prefeito marabaense João Salame e prestando solidariedade aos juízes da Corte Eleitoral paraense supostamente envolvidos no caso.


Fonte: O Liberal

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