31 de jan de 2013

Predio do DNIT é invadido

 

Um veiculo pesado modelo 1620 adentra predio do Departamento Nacional de Infra Estrutura e Transporte - DNIT  na noite desta quinta-feira as margens da BR 010 em São Miguel do Guamá. O motorista teria saido do Bar e Restaurante do Zequinha de onde teria bebido muito e ainda estaria causando transtornos aos presentes no Bar. E mais ou menos as 20 horas da noite o motorista atravessa a BR 010 e invade a sede do Departamento invadindo a residencia dos funcionarios do orgão que haviam saido minutos antes. O Proprietario de um veiculo que foi atingindo ressaltou que tinha acabado de chegar em casa quando seu filho menor de idade pediu pra entrar na gabina e minutos depois quando o mesmo ja iria guardar seu veiculo se espantou com o choque e o tombo de seu veiculo. O filho do empresario foi encaminhado ao hospital municipal de São Miguel do Guamá para procedimentos medico e o motorista que causou o acidente foi encaminhado a delegacia de policia onde prestará depoimentos. 

Acidente na BR 010

         Um grave acidente envolvendo dois caminhoes deixa um cenario de guerra dentro do predio do DNIT São Miguel do Guamá. Um motorista ainda não identificado adentrou a pista contraria e chocou-se com outro veiculo que estava estacionado em frente a uma residencia, quando de repente o proprietario do veiculo estacionado se espantou com o choque e percebeu que um veiculo havia adentrado o predio do DNIT. Segundo populares o motorista que causou o acidente estaria alcolizado e teria vindo de um bar localizado na entrada da cidade.  Em breve maiores informações.

Há 80 anos, Hitler assumia o poder na Alemanha


Por Paulo F.
Da Deutsche Welle
Em 30 de janeiro de 1933, o então presidente Hindenburg nomeou Adolf Hitler como chanceler da Alemanha. Poucos tinham ideia da dimensão desse fato. Propaganda nazista encenou o acontecimento como uma "tomada de poder".
Cenas sombrias ocorreram no Portão de Brandemburgo em 30 de janeiro de 1933, em Berlim. Já há horas, o chefe da Propaganda nazista, Joseph Goebbels, vinha posicionando homens da tropa de assalto de Hitler próximo ao local. Mais de 20 mil membros da chamada SA (Sturmabteilung), a tropa de choque do Partido Nazista, haviam chegado durante a noite.
O início estava marcado para as 19h. Tochas foram acesas, batalhões da SA desfilavam pelo Portão de Brandemburgo. Poucas horas antes, Adolf Hitler havia alcançado seu grande objetivo: ser nomeado chanceler pelo então presidente alemão Paul von Hindenburg.
Adolf Hitler saúda espectadores da janela da Chancelaria em Berlim
Um grande baile a fantasia
O recém-empossado chanceler alemão foi festejado por seus seguidores. De uma janela da então Chancelaria, Hilter cumprimentou os espectadores presentes. Goebbels havia planejado um gigantesco espetáculo. Ele pretendia encenar de forma dramática esse novo capítulo da Alemanha: aquela deveria ser "a noite do grande milagre". Ele havia planejado algo especial. Uma espécie de fita de fogo formada por portadores de tochas devia atravessar a cidade.
Goebbels queria criar imagens monumentais, ideais para impressionar os espectadores no cinema, já que era ali que os noticiários eram transmitidos na época. Mas os transeuntes passeavam distraídos para lá e para cá entre as formações da SA e impediram as gravações desejadas.
Goebbels ficou desapontado e reencenou as imagens mais tarde. O famoso pintor alemão de origem judaica, Max Liebermann, já tinha visto o bastante. Para o desfile de tochas dos homens da SA na frente de sua casa, o pintor escolheu palavras dramáticas: "Eu nunca conseguiria comer tanto para tudo o que gostaria de vomitar."
Como Hitler foi possível
Todo o poder era pouco para o ditador nazista
A história da ascensão de Adolf Hitler está intimamente ligada ao declínio da República de Weimar. Desde o surgimento em 1918, ela sofria de defeitos congênitos irreparáveis – era uma democracia sem democratas. Boa parte da população rejeitava a jovem República, sobretudo a elite econômica, funcionários públicos e até mesmo políticos.
Tentativas de golpe pela direita e pela esquerda sacudiram o país. Nos primeiros cinco anos da República de Weimar, assassinatos espetaculares chocaram o país. Entre outros, as mortes dos comunistas Rosa Luxemburg e Karl Liebknecht, bem como o assassinato do ministro do Exterior Walther Rathenau, de origem judaica. Os criminosos provinham da ala de extrema direita.
A política da República de Weimar foi marcada pela total instabilidade. Nos 14 anos de sua existência, ela presenciou 21 diferentes governos. Entre os 17 partidos do Parlamento, encontrava-se uma série de inimigos declarados da Constituição. Com cada nova crise política e econômica, os eleitores perdiam mais e mais a confiança nos partidos democráticos.
Enquanto isso, o extremismo político vivenciava um grande crescimento. Os nazistas, pelo lado da direita, e os comunistas, pela esquerda, ganhavam cada vez mais adeptos. Por volta de 1930, a Alemanha estava à beira de uma guerra civil. Nazistas e comunistas travavam batalhas de rua. A crise econômica de 1929 piorou ainda mais a situação. Em junho de 1932, o número oficial de desempregados no país somava 5,6 milhões de pessoas.
O desejo por um líder forte
 Hindenburg: militar condecorado, político de pouca visão
Em tal situação, muitos alemães ansiavam por um nome forte à frente do governo, alguém que pudesse tirar o país da crise. O presidente Paul von Hindenburg era uma dessas pessoas, para muitos, ele era uma espécie de substituto do imperador. De fato, segundo a Constituição de Weimar, o presidente do país era a instância política central. O cargo detinha uma imensa esfera de poder.
O presidente podia dissolver o Parlamento e outorgar leis por decretos emergenciais, algo que cabe normalmente a qualquer Parlamento. Hindenburg fez uso, diversas vezes, da possibilidade de governar contornando o Legislativo. No entanto, Hindenburg não tinha como cumprir o papel de salvar a Alemanha da miséria, pois já estava com 85 anos no início de 1933.
Após diversas trocas de governo, Hindenburg pretendia, na ocasião, instalar um governo estável chefiado pelos conservadores nacionalistas de direita. A princípio, ele era cético quanto à nomeação de Adolf Hitler para chefe de governo. Durante muito tempo, Hindenburg ironizou Hitler, chamando-o de "soldado raso da Boêmia" – uma alusão ao fato de que ele, Hindenburg, era um condecorado marechal de campo da Primeira Guerra Mundial, e Hitler, apenas um soldado comum.
Mas Hindenburg mudou de opinião. Pessoas próximas a ele lhe asseguraram que manteriam Hitler sob controle. Alfred Hugenberg, líder do Partido Popular Nacional Alemão, declarou: "Nós iremos enquadrar Hitler." Tinha-se um grande senso de segurança, também porque somente dois ministérios foram oferecidos aos nazistas no novo gabinete de governo. Por outro lado, Hitler e seus seguidores passaram a se apresentar propositalmente de forma moderada e a evitar alaridos.
Princípio do fim
Hitler após assumir o poder
De fato, no dia 30 de janeiro de 1933, um sonho se tornou realidade para Hitler e sua comitiva. Com alegria, Goebbels confidenciou ao seu diário: "Hitler é chanceler. Como um conto de fadas!" Na mais completa ignorância sobre Hitler e suas intenções, nomeou-se o "coveiro" da República para chanceler. Mas Hitler já havia apresentado seus planos no livro Mein Kampf. Ele escreveu que os judeus seriam "removidos" e um novo "habitat" seria conquistado "pela espada".
O dia 30 de janeiro de 1933 entrou para a história como o dia da "tomada de poder", conceito na verdade inventado pela propaganda nazista, pois a nomeação de Hitler – e essa é a verdadeira ironia da história – aconteceu de forma constitucional. Após a tomada de posse, Hindenburg falou as seguintes palavras: "E agora, meus senhores, para frente com a ajuda de Deus!"
Hindenburg não teve de presenciar que o caminho de Hitler levaria na verdade ao Holocausto e à Segunda Guerra Mundial. Ele morreu em 1934. E logo Hitler mostrava quão ingênua foi a crença de que ele poderia ser controlado e neutralizado. Pouco depois de ser empossado como chefe de governo, começou em todo o país o terror das tropas de assalto da SA.
Comunistas, social-democratas e sindicalistas foram perseguidos. Em pouco tempo os primeiros campos de concentração foram instalados. Ali, os membros da SA torturavam suas vítimas, que iriam incluir, pouco tempo depois, judeus e outras pessoas consideradas indesejáveis pelos nazistas. Hitler precisou somente de poucos meses para embaralhar a República de Weimar e instalar sua ditadura.
Autor: Marc von Lübke (ca)
Revisão: Francis França

HILDEGARD E O “MENTIRÃO” DO STF

O tribunal do regime militar foi mais justo e absolveu meu irmão, morto !

Este Supremo do mensalão (o do PT) anistiou os assassinos de Bruno e Zuzu


Saiu no blog da Hildegard Angel: 

MINHA FALA NO ATO NA ABI PELA ANULAÇÃO DO JULGAMENTO DO MENSALÃO

Publicado em 30/01/2013    

Venho, como cidadã, como jornalista, que há mais de 40 anos milita na imprensa de meu país, e como vítima direta do Estado Brasileiro em seu último período de exceção, quando me roubou três familiares, manifestar publicamente minha indignação e sobretudo minha decepção, meu constrangimento, meu desconforto, minha tristeza, perante o lamentável espetáculo que nosso Supremo Tribunal Federal ofereceu ao país e ao mundo, durante o julgamento da Ação Penal 470, apelidada de Mensalão, que eu pessoalmente chamo de Mentirão.

Mentirão porque é mentirosa desde sua origem, já que ficou provada ser fantasiosa a acusação do delator Roberto Jefferson de que havia um pagamento mensal de 30 dinheiros, isto é, 30 mil reais, aos parlamentares, para votarem os projetos do governo.

Mentira confirmada por cálculos matemáticos, que demonstraram não haver correlação de datas entre os saques do dinheiro no caixa do Banco Rural com as votações em plenário das reformas da Previdência e Tributária, que aliás tiveram votação maciça dos partidos da oposição. Mentirão, sim!

Isso me envergonhou, me entristeceu profundamente, fazendo-me baixar o olhar a cada vez que via, no monitor de minha TV, aquele espetáculo de capas parecendo medievais que se moviam, não com a pretendida altivez, mas gerando, em mim, em vez de segurança, temor, consternação, inspirando poder sem limite e até certa arrogância de alguns.

Eu, que já presenciara em tribunais de exceção, meu irmão, mesmo morto, ser julgado como se vivo estivesse, fiquei apavorada e decepcionada com meu país. Com este momento, que sei democrático, mas que esperava fosse mais.

Esperava que nossa corte mais alta, composta por esses doutos homens e mulheres de capa, detentores do Supremo poder de julgar, fosse imune à sedução e aos fascínios que a fama midiática inspira.

Que ela fosse à prova de holofotes, aplausos,  projeção, mimos e bajulações da super-exposição no noticiário e das capas de revistas de circulação nacional. E que fosse impermeável às pressões externas.

Daí que, interpretação minha, vimos aquele show de deduções, de indícios, de ausências de provas, de contorcionismos jurídicos, jurisprudências pós-modernas, criatividades inéditas nunca dantes aplicadas serem retiradas de sob as capas e utilizadas para as condenações.

Para isso, bastando mudar a preposição. Se ato DE ofício virasse ato DO ofício é porque havia culpa. E o ônus da prova passou a caber a quem era acusado e não a quem acusava. A ponto de juristas e jornalistas de importância inquestionável classificarem o julgamento como de “exceção”.

Não digo eu, porque sou completamente desimportante, sou apenas uma brasileira cheia de cicatrizes não curadas e permanentemente expostas.

Uma brasileira assustada, acuada, mas disposta a vir aqui, não por mim, mas por todos os meus compatriotas, e abrir meu coração.

A grande maioria dos que conheço não pensa como eu. Os que leem minhas colunas sociais não pensam como eu. Os que eu frequento as festas também não pensam, assim como os que frequentam as minhas festas. Mas estes estão bem protegidos.

Importa-me os que não conheço e não me conhecem, o grande Brasil, o que está completamente fragilizado e exposto à manipulação de uma mídia voraz, impiedosa e que só vê seus próprios interesses. Grandes e poderosos. E que para isso não mede limites.

Esta mídia que manipula, oprime, seduz, conduz, coopta, esta não me encanta. E é ela que manda.

Quando assisti ao julgamento da Ação Penal 470, eu, com meu passado de atriz profissional, voltei à dramaturgia e me lembrei de obras-primas, como a peça As feiticeiras de Salém, escrita por Arthur Miller. É uma alegoria ao Macartismo da caça às bruxas, encetada pela direita norte-americana contra o pensamento de esquerda.

A peça se passa no século 17, em Massachusets, e o ponto crucial é a cena do julgamento de uma suposta feiticeira, Tituba, vivida em montagem brasileira, no palco do Teatro Copacabana, magistralmente, por Cléa Simões. Da cena participavam Eva Wilma, Rodolpho Mayer, Oswaldo Loureiro, Milton Gonçalves. Era uma grande pantomima, um julgamento fictício, em que tudo que Tituba dizia era interpretado ao contrário, para condená-la, mesmo sem provas.

Como me lembro da peça Joana D’Arc, de Paul Claudel, no julgamento farsesco da santa católica, que foi para a fogueira em 1431, sem provas e apesar de todo o tempo negar, no processo conduzido pelo bispo de Beauvais, Pierre Cauchon, que saiu do anonimato para o anonimato retornar, deixando na História as digitais do protótipo do homem indigno. E a História costuma se repetir.

No julgamento de meu irmão, Stuart Angel Jones, à revelia, já morto, no Tribunal Militar, houve um momento em que ele foi descrito como de cor parda e medindo um metro e sessenta e poucos. Minha mãe, Zuzu Angel, vestida de luto, com um anjo pendurado no pescoço, aflita, passou um torpedo para o então jovem advogado de defesa, Nilo Batista, assistente do professor Heleno Fragoso, que ali ele representava. O bilhete dizia: “Meu filho era louro, olhos verdes, e tinha mais de um metro e 80 de altura”. Nilo o leu em voz alta, dizendo antes disso: “Vejam, senhores juízes, esta mãe aflita quebra a incomunicabilidade deste júri e me envia estas palavras”.

Eu era muito jovem e mais crédula e romântica do que ainda sou, mas juro que acredito ter visto o juiz militar da Marinha se comover. Não havia provas. Meu irmão foi absolvido. Era uma ditadura sanguinária. Surpreende que, hoje, conquistada a tão ansiada democracia, haja condenações por indícios dos indícios dos indícios ou coisa parecida…

Muito obrigada.

30 de jan de 2013

Vem ai o 3º VELOTERRA

               A cidade de São Miguel do Guamá abriga muitos pilotos que já forma destaques no Pará e no Brasil e os incentivos não são poucos para que essa galera seja renovada em nossa cidade. E a turma resolveu fazer mais um VELOTERRA que a cada ano está batendo recorde de publico e de numeros de pilotos participantes das provas. Venha conhecer e se divertir com essa galera!!!

Dia 03 de Março
Associação Comercial  

Quem será o novo Jânio?

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Tragédia de Santa Maria ressaltou, da pior maneira, o quanto pode ser nocivo um prefeito que governa por omissão; na mesma medida, sublinhou o papel estratégico do titular que sai em campo, conhece a cidade de perto e adota medidas típicas de um xerife; exatamente como fazia Jânio Quadros na São Paulo dos anos 1980, onde ele aplicava multas de trânsito e chegou a fechar boates, teatros e cinemas que operavam sem condições mínimas de segurança; na nova geração de ACM Neto (Salvador), Arthur Virgílio (Manaus), Gustavo Fruet (Curitiba) e Fernando Haddad (São Paulo), quem vai segurar aquela vassoura?

Marco Damiani _247 – Jânio Quadros era um louco? O conheci de perto, tive com ele duas longas conversas de mais de duas horas cada uma e, ao final, fiquei na dúvida. Bem humorado, muitas vezes, e tantas outras irritadiço, isso com certeza. Histriônico, populista? Todos sabem, ou por terem estado com ele, por registros de mídia ou pelos livros de história que sim.
Mas Jânio foi um bom prefeito da maior cidade do País? Para muitos, o mais efetivo do período da redemocratização, sem dúvida. Até mesmo à frente do seu tempo.
Munido de uma autoridade conquistada pela eleição popular, em 1985, sobre o favoritíssimo Fernando Henrique Cardoso, Jânio deitou e rolou. Com seu estilo personalíssimo de administrar, chegava a aplicar multas de trânsito sobre motoristas que praticavam irregularidade. Com o intuito de proteger prédios públicos, criou a Guarda Civil Metropolitana, quando foi chamado, por semanas a fio, de autoritário pelo PT. O partido, que chegou ao poder na cidade imediatamente após o encerramento do mandato dele, passou, então, a utilizar os serviços da corporação sem jamais pensar em extinguí-la ou considerar-se, por isso, fora das lides democráticas.
Uma das atitudes mais famosas do Jânio prefeito, e de maior repercussão, foi a de percorrer pessoalmente casas noturnas, cinemas e teatros verificando instalações de segurança e determinando, muitas vezes, lacrações até o atendimento de normas. Foi assim com o histórico cinema Belas Artes e o famoso teatro Sérgio Cardoso.
Sabe-se agora, de maneira dura e cruel, que se, mesmo com todos os seus defeitos, o estilo xerife de Jânio Quadros tivesse proliferado, prefeitos como o de Santa Maria, Cezar Schirmer, do PMDB, jamais permitiriam que uma boate do tipo da Kiss, onde morreram sob chamas e fumaça 235 jovens, na madrugada do domingo 27, funcionasse sem alvará do Corpo de Bombeiros. Ou superlotada: com capacidade para 600 pessoas, tinha na noite da tragédia 1,2 mil clientes. E, ainda, sem saída de emergência, o que para Jânio já soava como um crime de per si.
Caricatural e resvalando para o autoritarismo, também é certo que Jânio, mesmo com a saúde abalada, encerrou seu mandato ostentando o asfaltamento de 700 quilômetros de ruas e com a cidade atingindo o índice de 91% de iluminação pública.
Em meio a nuvem de tristeza e consternação nacional pela tragédia de Santa Maria, os prefeitos passaram a ter, subitamente, seu papel estratégico ressaltado. A presidente Dilma Rousseff pediu a eles para que zelem mais de perto pela segurança das áreas de aglomerações. Logo no dia seguinte à morte dos jovens, o prefeito de Salvador, ACM Neto, anunciou uma varredura na situação cadastral de todas as boates e casas de espetáculos na capital baiana. "Quem não estiver enquadrado nos padrões e normas técnicas será interditado", disse Neto. "A tragédia de Santa Maria, que ganhou repercussão mundial, serve de alerta para todos nós". Em São Paulo, o petista Fernando Haddad (PT) pediu a secretários a revisão do decreto baixado pelo ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) após o desabamento de uma unidade da Igreja Renascer. O decreto aumentou o rigor de alvarás para imóveis que abriguem eventos com aglomerações de público.  Em Manaus, fiscalizações realizadas por ordem do prefeito tucano Arthur Virgílio resultaram em fechamentos imediatos de casas noturnas. O prefeito do Recife, socialista Geraldo Julio, reuniu-se com representantes do Corpo de Bombeiros, da Coordenadoria de Defesa Civil do Recife (Codecir) e da Diretoria de Controle Urbano (Dircon) para definir detalhes sobre uma vistoria nas casas noturnas da cidade. Em Curitiba, onde três adolescentes morreram pisoteados, em 2003, após tumulto no Jockey Club da cidade, o pedetista Gustavo Fruet mandou rever todos os alvarás de bares, restaurantes e casas de shows. "É preciso um esforço redobrado com relação à segurança. Não adianta agir depois que uma tragédia acontecer", defendeu.
Cada um ao seu modo, os prefeitos recém-eleitos estão fazendo lembrar de Jânio Quadros. Não na cópia ao estilo, único, mas na atenção sobre questões que só passaram a ser prioritárias depois que uma grande tragédia aconteceu. Houve, goste-se ou não, uma mudança de rotas sobre o que estava inicialmente programado por eles, tanto que só trataram do tema, mais amiúde, depois do fato. Daqui para a frente, os que se adiantarem mais irão se antecipar a questões cruciais para as populações de suas jurisdições. E quanto mais fizerem isso, mais irão lembrar do que o velho político de caspas sobre os ombros e ohos que reviravam tinha de melhor. Apesar de todos os seus muitos defeitos, Jânio sempre se mostrou obcecado pela organização das cidades. Pois a prioridade de sua agenda voltou. Os próximos meses irão mostrar, mais nitidamente, quais serão os prefeitos que irão retirar do limbo da história a vassoura janista (que surgiu para varrer a corrupção e se tornou, mais tarde, símbolo de alguma ordem), para aproveitar seus efeitos simbólicos de ação, severidade e inflexibilidade.

29 de jan de 2013

Encontro Nacional de Novos Prefeitos e Prefeitas: Oficina lança Juventude Viva


Prefeitos e prefeitas, gestores de juventude e de promoção da igualdade racial de 132 municípios estão convidados para uma oficina no dia 30, a partir das 8h30 da manhã, sobre o Plano de Prevenção à Violência Contra a Juventude Negra (Juventude Viva).

Essas cidades foram escolhidas como prioritários porque, em 2010, concentraram 70% dos homicídios dos jovens negros com idade de 15 a 29 anos. 
29.01.2013 - Encontro Nacional de Novos Prefeitos e Prefeitas: Oficina lança Juventude VivaO Plano foi lançado em caráter experimental no estado de Alagoas, em setembro de 2012, pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), em parceria com a Secretaria Geral da Presidência da República. A expectativa é estender a iniciativa para outros estados este ano. Durante a oficina, os prefeitos vão conhecer o Plano, esclarecer suas dúvidas, e receberão também uma cartilha com orientações sobre a Política Nacional de Juventude (um passo a passo para implementação da política juvenil no âmbito do município). Para saber mais sobre o Juventude Viva, acesse www.juventude.gov.br/juventudeviva.
Sinapir - A Seppir irá apresentar aos gestores políticas de Enfrentamento ao Racismo e de Promoção da Igualdade Racial no município, como o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir). Instituída pelo Estatuto da Igualdade Racial, como forma de articular a implementação de políticas e serviços voltados à superação das desigualdades étnicas do país, a política se realiza em âmbito municipal. Cidades com mais de 500 mil habitantes podem acessar recursos via convênios com a Seppir, na atual etapa preparatória do Sinapir.
Fonte: Em Questão

VIRGÍLIO CRITICA AMPLO APOIO A RENAN NO SENADO

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Entre os principais defensores da cassação de Renan Calheiros (PMDB-AL) em 2007, durante escândalo com lobista, o ex-líder do PSDB no Senado e hoje prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, volta as baterias contra o favorito à presidência da Casa, critica os senadores que apoiam a candidatura do peemedebista e poupa apenas Aécio Neves (PSDB-MG), que sugeriu que Renan desista da candidatura: "Considero que o senador Aécio Neves agiu de maneira correta, como líder que aceita riscos"


AM247 - O prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB) relembrou os tempos de senador da República nesta terça-feira. Um dos principais defensores da cassação de Renan Calheiros da presidência do Senado em 2007, o ex-líder do PSDB na Casa criticou duramente, como nos velhos tempos, não apenas a nova candidatura de Renan à presidência, mas todos seus apoiadores.
"Para ser bem franco, nessa história da volta Renan, ele é o menos culpado nessa história", disse o tucano durante passagem por Brasília, onde participou do Encontro Nacional de Novos Prefeitos e Prefeitas. "Você não consegue ir para lugar nenhum se você não tiver apoio. É fundamental procurar saber as razões do apoio a ele, as razões porque tanta gente o apoia", disse. "Se ele não tivesse ninguém, se estivesse sozinho, nós não estaríamos discutindo isso agora. Estamos discutindo porque ele não está só e porque demonstra que não se conseguiu lançar uma candidatura competitiva para enfrentá-lo", completou.
Sem mencionar candidaturas alternativas de Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Pedro Taques (PDT-MT), Virgílio se disse "fatigado" com o lançamento de nomes apenas para marcar posição, e pediu o lançamento de uma candidatura competitiva contra o líder do PMDB. Elogios? Apenas ao senador Aécio Neves (MG), que defendeu que Renan desista de presidir novamente o Senado. "Considero que o senador Aécio Neves agiu de maneira correta, como líder que aceita riscos", afirmou. "A liderança impõe riscos, atitudes que às vezes são de ruptura. Confesso que foi uma atitude bastante corajosa, bastante oportuna", destacou.
Histórico
Durante as críticas, Virgílio lembroua crise que derrubou Renan da presidência do Senado em 2007. Segundo ele, a posição dura que teve naquele episódio levou-o a uma série de "confusões", culminando inclusive na separação entre ambos no plano pessoal. "Tivemos momentos de muita tensão, muita tensão mesmo", lembrou o tucano. A forte oposição não saiu barato para Virgílio, naturalmente.
Em 2009, em meio ao escândalo dos atos secretos, revelado pelo jornal O Estado de S.Paulo, os peemedebistas, liderados por Renan, pediram a cassação de Virgílio. O tucano era acusado de ter mantido um assessor no exterior durante dois anos com recursos pagos pela Casa. A representação contra o tucano foi arquivada pelo Conselho de Ética posteriormente.

28 de jan de 2013

Intelectuais advertem: idéia de Europa está morrendo

Manifesto de intelectuais europeus divulgado neste final de semana adverte: a Europa está afundando. “A Europa não está em crise, está morrendo. Não a Europa como território, naturalmente, mas sim a Europa como Ideia. A Europa como sonho e como projeto”. Documento é assinado por grupo de filósofos, escritores, psicanalistas e jornalistas, entre os quais se encontram personalidades como Umberto Eco, Salman Rushdie, Fernando Savater, Bernard-Henri Levy, Claudio Magris e Julia Kristeva. O artigo é de Eduardo Febbro.

Paris - “A unidade da Europa era o sonho de uns poucos. Tornou-se uma esperança para muitos. Hoje é uma necessidade para todos nós”. A frase do ex-chanceler alemão Konrad Adenauer tem um lugar na história. Foi pronunciada dez anos antes de a França e a Alemanha firmarem em 22 de janeiro de 1963 o tratado de cooperação franco-alemão conhecido como “Tratado do Eliseu”. Esse texto marca um passo definitivo para a reconciliação entre Paris e Berlim e reforçou a construção europeia.

Parabens ao nosso PRF

 

Quero parabenzar com muito orgulho o Jovem Professor e agora Policial Rodoviario Federal Emanoel Peixoto, filho de São Miguel do Guamá. Sei da luta e da vontade de conseguir essa farda amigo e desde já te parabenizo pela vitoria e pela satisfação que traz ao povo guamaense, pois agora teremos o orgulho de ter mais um da terra do tijolo na esfera federal. Foram muitas noites e dias e varias paginas reviradas, mas hoje esse sofrimento está sendo compensado por sua vitoria.

FALTA POUCO


Adquira seu abada e divirta-se com o maior e melhor bloco de São Miguel do Guamá.

MP pode pedir a prisão dos donos da boate Kiss

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Além de Kiko Spohr (acima) e seu sócio Mauro Hoffmann (abaixo), promotora criminal de Santa Maria, Waleska Flores Agostini, também estuda incluir integrantes da banda Gurizada Fandangueira e outros envolvidos na tragédia que matou 231 pessoas; em nota, advogados da Kiss alegam que episódio excedeu a toda normalidade e previsibilidade de qualquer atividade empresarial; sem alvará, plano contra incêndio e alarme, estabelecimento tinha apenas uma saída de emergência

247 - O Ministério Público cogita pedir a prisão dos donos da boate Kiss, Mauro Londero Hoffmann e Elissandro Callegaro Spohr, de integrantes da banda Gurizada Fandangueira e de outros envolvidos na tragédia que matou 231 pessoas. Segundo a promotora criminal de Santa Maria Waleska Flores Agostini que estuda o pedido, uma das hipóteses para o começo do incêndio é de que um dos integrantes da banda tenha usado uma espécie de sinalizador. A banda também costuma se apresentar usando efeito pirotécnico. Os dois são proibidas em locais fechados.

Em nota, a boate Kiss atribuiu a tragédia a uma fatalidade. Leia abaixo noticiário da Agência Brasil:
Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O escritório de advocacia Kümmel & Kümmel divulgou comunicado na noite de ontem (27) em nome da Boate Kiss, local do incêndio em que pelo menos 231 pessoas morreram nesta madrugada. Na nota, a empresa Santo Entretenimento Ltda. manifesta o seu “maior sentimento de dor e de solidariedade em decorrência da lamentável tragédia”.Segundo o documento, a situação da empresa é regular e a boate tinha todos os equipamentos “previsíveis e necessários” para combater incêndios, conforme normas do Corpo de Bombeiros. A boate ainda informa que os equipamentos atendem “às necessidades da casa e de seus frequentadores”.A empresa diz lamentar a extensão da tragédia, “que excedeu a toda a normalidade e previsibilidade de qualquer atividade empresarial”, e credita o incêndio a uma fatalidade. “Somente Deus tem condições de levar o consolo e o conforto espiritual que desejamos a todos os familiares e ao povo santamariense, gaúcho e brasileiro”.A nota ainda informa que a empresa já se colocou à disposição para fornecer documentos necessários para a apuração dos fatos e que todas as informações serão esclarecidas.Em conversa com a Agência Brasil, o advogado Eduardo Kümmel informou que a nota divulgada mais cedo empágina atribuída à Boate Kiss no Facebook não foi redigida pelos donos da empresa. O documento, assinado por um administrador chamado Armando Neto, afirmava que o quadro de funcionários tem a “mais alta qualificação técnica” e estava “devidamente treinado e preparado para qualquer situação de contingência”.Ao tomar conhecimento da nota mais cedo, a Agência Brasil entrou em contato com os telefones divulgados no comunicado na internet. Um dos números foi atendido por uma mulher que se disse funcionária da empresa. Ela garantiu que Armando Neto é gerente da boate e estaria disponível para falar em horário comercial a partir de amanhã (28).Kümmel não quis dar mais detalhes sobre a situação de seus clientes, inclusive sobre o teor dos esclarecimentos prestados à polícia e sobre a validade do alvará de funcionamento. O advogado disse que o contato com seus clientes é recente e que as estratégias de defesa ainda estão sendo definidas.

25 de jan de 2013

Rui Falcão comandará o PT na sucessão de 2014


Corrente Construindo um Novo Brasil, que é majoritária dentro do Partido dos Trabalhadores, acaba de aprovar, por unanimidade, o nome do atual presidente, Rui Falcão, para mais um mandato à frente da legenda; "é a primeira vez que vejo o PT aprovar algo dessa forma", disse o deputado distrital Chico Vigilante ao 247; agenda de Falcão, que inclui novo marco regulatório das comunicações, será intensificada

247 - Um fenômeno raro, na história do PT, acaba de acontecer. Nesta sexta-feira 25, a corrente Construindo um Novo Brasil, que é majoritária e representa cerca de 60% da legenda, aprovou algo por unanimidade: a recondução do atual presidente, Rui Falcão, para mais um mandato, nas eleições do partido, que ocorrem em outubro deste ano. "É a primeira vez que vejo o PT aprovar algo por unanimidade", disse ao 247 o deputado distrital Chico Vigilante. "Isso dá força à atual direção do PT e também tranquilidade à presidenta Dilma", afirmou.
A definição significa também que Rui Falcão está praticamente reeleito e será presidente da sigla também no período eleitoral de 2014. Da CNB, fazem parte nomes como José Dirceu e José Genoino, condenados na Ação Penal 470. A provável recondução de Falcão representa uma vitória deste núcleo contra aqueles, como Tarso Genro, governador do Rio Grande do Sul, que têm pregado que o PT vire a página e adote uma agenda menos solidária em relação aos condenados no chamado "mensalão".
A coesão inédita da CNB também dá força a este grupo para propor à presidente Dilma Rousseff um tema que tem sido defendido por Falcão nos últimos meses: a defesa, pelo governo federal, de um novo marco regulatório das comunicações. Relatório da ONG francesa Repórteres Sem Fronteiras, divulgado ontem, apontou o Brasil como um dos países de maior concentração midiática no mundo.