30 de dez de 2009

Manifestação em São Paulo ...


O Greenpeace fez um protesto hoje pela manhã, em frente ao Consulado Geral da Dinamarca em São Paulo, para pedir a liberdade de quatro ativistas da organização, presos em Copenhague durante a realização da Conferência do Clima (COP15).

Os ambientalistas foram detidos quando participavam de um protesto, absolutamente pacífico, no palácio de Christiansborg, na semana passada. Em um jantar oferecido pela família real dinamarquesa a mais de cem chefes de Estado que participavam da COP, eles esticaram uma faixa com a mensagem: “Políticos falam. Líderes agem”.

Mesmo sem julgamento, os quatro podem ficar presos até o dia 7 de janeiro em regime de comunicação restrita, o que significa passar as festas de final de ano longe de suas famílias. Um dos ativistas é do escritório da Dinamarca, os demais são da Espanha, Suíça e Holanda.

“O mais injusto dessa prisão é que eles estão pagando por terem representado, em um protesto pacífico, a voz de milhões de pessoas que pediam por um acordo para salvar o clima do planeta”, diz o diretor de campanhas, Sérgio Leitão.

Os escritórios do Greenpeace na Espanha, Holanda, Noruega, Suíça, México, Argentina, Alemanha e Áustria também realizam atividades pedindo a libertação dos ativistas. Em São Paulo, o Greenpeace abriu uma faixa com o pedido em português e inglês, além de entregar uma carta com mais detalhes do caso.

Quem são os ativistas presos:

Juan Lopez de Uralde é diretor executivo do Greenpeace na Espanha. Pai de uma menina de 13 anos e um garoto de nove anos, ele começou no Greenpeace como voluntário do navio Rainbow Warrior no início dos anos 90.

Nora Christiansen é norueguesa, mas trabalha no escritório do Greenpeace na Dinamarca, há 10 anos, na área de captação de recursos. Ela é mãe de duas crianças.

Christian Schmutz começou como voluntário em 2003 e hoje é coordenador da área de logística do Greenpeace na Suíça. É pai de um menino de dois anos.

Joris Thijssen, trabalha no escritório central do Greenpeace, na Holanda. Ele é coordenador da campanha do clima.

Novo Acebispo de Belém


É mineiro e vem de Palmas, no Tocantins, o novo arcebispo de Belém do Pará. O anúncio da nomeação de dom Alberto Taveira Corrêa foi feito nesta quarta-feira, 30, no Vaticano, e divulgado pela arquidiocese paraense. O anúncio do novo arcebispo foi feito em entrevista coletiva na sede da Cúria Metropolitana, logo após a publicação no “L’Osservatore” ao meio-dia de Roma. O administrador arquidiocesano, monsenhor Raimundo Possidônio, o responsável por dizer aos católicos de Belém o nome do novo arcebispo, aquele que ocupará a vaga deixada por Dom Orani João Tempesta em abril deste ano, para assumir a arquidiocese do Rio de Janeiro.

A entrevista foi transmitida ao vivo pela emissora de rádio e de televisão da Rede Nazaré de Comunicação.Ao longo desses oito meses, várias especulações apareceram nos noticiários. Entre os cotados, o nome que aparece com mais frequência é o do bispo da cidade de Tefé, no Amazonas, Dom Sérgio Castriani. Atrás dele, também é cotado o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Dimas Lara Barbosa.



Dom Alberto, de 59 anos, nasceu em Nova Lima (MG), onde fez seus estudos primários. Em Belo Horizonte, cursou filosofia e teologia na PUC. Foi ordenado padre aos 23 anos e, em seguida, foi pároco em sua terra natal de 1973 a 1977.

Em entrevista por telefone, Dom Alberto ressalta sua alegria em assumir os trabalhos religiosos da capital paraense. "Estou muito animado com o inicio desta caminhada e as minhas expectativas são as melhores em relação ao meu novo posto como arcebispo de Belém", disse Dom Alberto Taveira.



Dom Orani também passou sua mensagem de cumprimento ao novo arcebispo por telefone, em que depositou bastante confiança no representante religioso de Belém.



Hoje a noite às 19h haverá uma missa de congratulação à posse do novo arcebispo na catedral metropolitana.



(Diário Online)

Entrega de viaturas a POLICIA MILITAR...

Este Blog tem a honra em parabenizar o senhor Rafael Gomes, por suas inumeras investidas para melhorias do bem estar da sociedade guamaense. Hoje a população teve novamnete a prova de que um setor com um grande lider pode fazer para colaborar com o povo. Recebemos hoje uma viatura L 200 semi nova e 4 motocicletas (BROZ /honda) Novas para reforçar a segurança publica. No entanto....como de costume, muitos politicos, afim de dar aquela mordidinha...rsrsrrs apareceram por lá...mas tudo bem...tudo vale a pena. O importante é que agora temos mais estrutura para a realização de Rondas nos bairros. Esperamos que a força de vontade de nossos militares, somem com a boa vontade de alguns lideres e possamos ter uma cidade melhor......Ah e voltando a falar do Rafael, torço para que este cidadão não desista da sua luta e que muitos que não o conhecem, façam uma visita no predio do programa "Amigos da Escola"....vale a pena!!!

Divulgada lista de brasileiros vitimas ...

Divulgada lista de brasileiros vitimas de ataque
A Embaixada do Brasil no Suriname mantém uma equipe de plantão para o atendimento e o cadastramento dos brasileiros interessados em retornar ao país. Até o final da manhã de hoje (30), 23 pessoas demonstraram interesse em voltar para o Brasil na aeronave Hercules C-130, da Força Aérea Brasileira (FAB), que decola ainda nesta quarta-feira rumo ao Suriname.

A prioridade é para os cinco feridos, que permanecem hospitalizados. Dois deles - Raimundo Silva Pereira e Francimar Nascimento Pinheiro – são os que estão em estado mais grave, embora sem risco de morte. Um deles pode ter o braço amputado em decorrência de ferimentos causados por cortes de facão e o outro teve a mandíbula fraturada.

A Embaixada do Brasil em Paramaribo (capital do Suriname) divulgou a lista de pessoas que estavam na região do conflito em Albina (a 150 quilômetros da capital), na madrugada do dia 24, quando houve o ataque provocado por quilombolas surinameses.

De acordo com a embaixada, a maioria dos brasileiros está hospedada em quatro hotéis de Paramaribo – Confort, Esmeralda, Nobre e Perola - com as despesas pagas pelo governo do Brasil, mas há outras que optaram por ficar em casas de amigos. Há ainda oito pessoas que estão sendo contatadas pela embaixada, uma vez que não foram localizadas.

A seguir, a lista de 124 brasileiros que se encontravam na região de Albina, na véspera de Natal, quando cerca de 300 “marrons” - descendentes de escravos – atacaram um grupo de estrangeiros, incluindo chineses e javaneses, provocando uma noite de terror, segundo relatos. Houve agressões físicas, estupros e depredações.

- Alcilene da Silva Lima

- Alda Pereira Alencar

- Alefy Brian de Jesus Freitas

- Almeida Domingos de Jesus

- Ana Claudia Morena Miranda

- Antonia da Costa Santos

- Antonia Lima do Nascimento

- Antoniel de Jesus Nunes

- Antonio Alves Souza Silva

- Antonio Carlos Borges Bandeira de Melo

- Antonio da Costa Santos

- Antonio José Pereira da Silva Barroso

- Antonio Lira dos Santos

- Antonio Luis da Silva

- Antonio Rodrigues da Silva

- Arlete Pereira Raimundo

- Beatriz Freitas de Almeida

- Benedita Neves Lima

- Beneral Homem da Silva

- Benjamin Teixeira Costa

- Bernardo Alves da Silva

- Bonifácio Guerreira Pinheiro

- Camila de Oliveira Menezes

- Carlos Alberto Brito Santos

- Cicero Raimundo Marques do Carmo

- Cleteilson Serqueira Gonçalves

- Cleuso Benasully de Oliveira

- Cleuso Barros dos Santos

- Cristiane da Paixão Gomes Machado da Silva

- Damoltide Oliveira da Silva

- Danianne Marques da Costa

- Deniclea Furtado Teixeira (veio ferida da Guiana, mas já teve alta)

- Deomino Suarez

- Diones Matias da Silva

- Domingos Barroso Brito

- Eduardo Belo dos Santos

- Edward Voogd

- Ehilo de Jezus Silva

- Eliany Soares da Silva

- Eliene Góes de Oliveira Sampaio

- Elisabeth Gomes de Oliveira

- Eliz Angela Alves Cunha

- Fernando Lima Silva

- Francilene de Melo Ferreira

- Fancimar Nascimento Pinheiro

- Francisca Alva de Conceição

- Francisco Alex Pereira da Silva

- Francisco Assis Gomes de Souza

- Francisco Barroso Mendes

- Francisco Barroso Mendes

- Francisco da Conceição

- Francisco das Chagas Silva

- Francisco Santos de Oliveira

- Francisco Santos Oliveira

- Francisnaldo Pereira Noleto

- Francisco de Asis Pereira Souza

- Gabriel Alves da Cunha

- Gilvan Alves Cunha

- Gilvan Gomes da Silva

- Hélio Ribeiro

- Ivaldo Nazare de Oliveira

- Jamerson Muniz Trindade

- Joahannes Batista Silva

- Joana Tenório Coelho

- Joane de Sá Andrade

- João Andrade Mar

- João Batista dos Santos

- João Carlos Silva

- João da Conceição

- Joene Arruda dos Santos

- Jose Augusto Soares

- José Coelho da Silva

- José Jardim Santiago

- Jose Oliveira Silva

- José Ribamar Alves

- José Ribamar Tavares

- José Ribamar Vasconcelos Machado

- Josélio Lima de Oliveira

- Josiel Marques da Silva

- Josumar Oliveira da Silva

- Juan Jose Basquez

- Júlia Ribeiro dos Santos Silva

- Kaline Graziele Ribeiro da Silva

- Kaylor Elida Silva Costa

- Lucelia Matos da Silva

- Kaline Graziele Ribeiro da Silva

- Kaylor Elida Silva Costa

- Lucelia Matos da Silva

- Lúcia Márcia Teixeira Barbosa

- Luciman Barbosa dos Santos

- Luis Carlos da Silva Gonçalves

- Márcio de Sousa Silva

- Marcos Suel Lopes dos Santos

- Maria Alice France da Silva

- Maria Selma Souza da Silva

- Maria de Jesus Oliveira

- Maria de Nazaré Gomes Conceição

- Maria Eurnice Pereira Brito

- Maria Raimundo Sousa Libero

- Marina Alves dos Santos

- Mastim de Carvalho Brito

- Maurici Dias Alves

- Nalzira de Borges Benassuly

- Nelsa Vilela da Costa

- Paulo César Moura Noleto

- Paulo Ciraber da Silva

- Raimundo Silva Pereira

- Regiaise Carneiro de Oliveira

- Reginal Rodrigues Biteencourt

- Ricardo da Silva Reis

- Rita de Cassia Credes da Silva

- Rita de Cassia Pereira Nascimento

- Rita Maria Pereira da Silva

- Ronaldo Soares Ramalho

- Ronny Pereira da Silva

- Rubinei Peres

- Silvana Pereira da Silva

- Suzana de Andrade Marques Nascimento

- Thoque Teixeira Costa

- Valceni Silva Gomes

- Valdecele Lima Sousa

- Valdeci Santos de Souza

- Vivaldo Pires Pimentel

- Winston Alves da Rocha

(Agência Brasil)

UFPA oferta cursos livres de língua estrangeira

Quer estudar Inglês, Francês ou Espanhol na UFPA em 2010? Então fique atento aos prazos de inscrição. O Instituto de Letras e Comunicação (ILC) publicou o Edital de Seleção para os Cursos Livres de Línguas Estrangeiras – turmas de 2010. Há períodos diferenciados de inscrição para alunos novos e antigos. Os alunos novos que já tenham tido contato com a língua estrangeira pretendida poderão realizar testes de nivelamento.

Para as turmas de Inglês e Francês, haverá oferta de nivelamento do segundo ao sétimo nível. Em Espanhol, a oferta é do segundo ao quinto. A taxa de inscrição para o teste é de R$ 10. Para se inscrever, basta apresentar documento de identidade. O curso livre é aberto à comunidade. A inscrição ocorrerá entre 04 e 29 de janeiro, na secretaria dos Cursos Livres de Língua Estrangeira (CLLE). O exame será na data de 02 de fevereiro.

A partir do resultado, previsto para o dia 08 de fevereiro, os aprovados deverão realizar matrícula, que perdurará até o esgotamento das vagas. Os alunos antigos também realizarão a matrícula no nível subsequente ao concluído no dia 08 de fevereiro, a qual deve ser realizada por meio do site da Fadesp (www.fadesp.org.br). De acordo com o Edital, semanalmente, o sistema deverá disponibilizar novas vagas.

Para os alunos novos que desejarem ingressar no primeiro nível dos cursos, a matrícula ocorrerá no dia 1º de fevereiro até esgotarem as vagas e também deverá ser realizada pelo site da Fadesp. Serão necessários: uma foto 3/4, Carteira de Identidade, CPF, comprovante de escolaridade (ensino médio completo), que devem ser levados à secretaria do curso. O valor total do curso é de R$ 360, divididos em uma parcela de R$ 120 (no ato da inscrição) mais quatro parcelas de R$ 60. A matrícula on line só será confirmada após o pagamento da primeira parcela. Os comprovantes de pagamento devem ser apresentados até 48 horas após o pagamento na secretaria dos CLLE.

Também serão ofertados cursos na modalidade on line. Haverá turmas de Inglês e Francês. A matrícula ocorrerá no dia 10 de fevereiro. O investimento é de R$ 150, mais quatro parcelas de R$ 90. Uma outra turma é a de Inglês instrumental presencial, com matrículas também no dia 10 de fevereiro. O investimento é de R$ 165 no ato da inscrição, mais R$ 165 no fim do primeiro mês. O início das aulas para todos os cursos está marcado para 22 de fevereiro.

Serviço

Cursos Livres de Língua Estrangeira - Testes de Nivelamento

Inscrições: 04 a 29/01/10, na Secretaria dos Cursos Livres de Língua Estrangeira no ILC
Teste: 02/02/10
Resultado: 08/02/10
Para consultar o edital, clique
aqui
Mais informações: 3201-7524 / clle@ufpa.br / cursoslivres@ufpa.br


29 de dez de 2009

RETROSPECTIVA 2009.....

o BLOG Harlem Fherreira, está preparando uma RETROPECTIVA do ano de 2009 para todos os amigos internautas de São Miguel e demais simpatizantes; Bombas, Criticas, Denuncias, Fraudes, Corrupção, enfim....de tudoi um pouco......vocês irão saborear....AGUARDEM!!!!!

Vamos reparar!!!

Depois de inumeros pedidos e depois de inumeras criticas, a secretaria de obras começou as obras de infra estrutura nas ruas de São Miguel do GUamá. Infelizmente o inverno "ta batendo a porta", mas fazer o que né? Ficamos apenas a agradecer o que está sendo feito, vista que, quando o inverno chegar "DEUS NOS ACUDA" ......mesmo assim esse blog parabeniza a secretaria de obras..........

Juro bancário de pessoa física recua e volta à mínima histórica em novembro

Os juros cobrados pelos bancos em suas operações com pessoas físicas, que haviam subido para 44,2% ao ano em outubro, na primeira elevação em 11 meses, voltaram a recuar em novembro deste ano, atingindo 43% ao ano, informou nesta terça-feira (29) o Banco Central.

Segundo a instituição, este é o menor valor desde o início da série disponibilizada pela instituição, em julho de 1994. Até o momento, a menor taxa registrada pelo BC nas operações com pessoas físicas havia sido em setembro deste ano, quando a taxa somou 43,6% ao ano.

"O que temos observado em relação aos juros é uma desaceleração acentuada, constante, das taxas. No que diz respeito ao crédito às familias, é a taxa mais baixa da série [que começa em 1994]. No que diz respeito as pessoas jurídicas, observamos uma elevação expressiva dos juros quando se toma como parâmetro 2007", avaliou o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.

Empresas e taxa média geral

Além da taxa cobrada das pessoas físicas, o BC informou que também recuaram, em novembro deste ano, os juros bancários cobrados das empresas. No último mês, a taxa caiu para 26% ao ano, contra 26,5% ao ano em outubro. É a menor taxa desde fevereiro de 2008, quando somou 24,8% ao ano.

Já a taxa média de juros das operações com empresas, e com pessoas físicas, segundo dados da autoridade monetária, caíram para 34,9% ao ano em novembro, contra 35,6% ao ano em outubro. Esta é a menor taxa desde dezembro de 2007, quando somou 33,8% ao ano.

Linhas de crédito

Na contramão da queda dos juros bancários de pessoas físicas em novembro, o BC informou que as taxas cobradas pelos bancos nas operações com o cheque especial subiram no mês passado, atingindo 163,3% ao ano. "O que é de fato uma taxa quase proibitiva", disse Lopes, do BC.

Em outubro, a taxa média de juros das operações de cheque especial estava em 160% ao ano. O valor registrado em novembro é o maior desde julho deste ano, quando somou 167,3% ao ano.


Entretanto, para as operações de crédito pessoal com pessoas físicas, a taxa média cobrada pelas instituições financeiras caiu de 45,7% ao ano em outubro para 43,6% ao ano em novembro de 2009. Para a compra de automóveis, os juros recuaram de 25,6% ao ano em outubro para 25,3% ao ano em novembro.

No caso das linhas de crédito de empresas, a taxa para desconto de duplicata passou de 40,9% em outubro para 37,5% ao ano, em novembro. Para capital de giro, os juros médios dos bancos recuaram de 31,1% ao ano, em outubro, para 29,1% ao ano em novembro.

Expectativa para 2010

Altamir Lopes, do BC, afirmou que a tendência é de queda dos juros bancários em 2010 por conta da redução esperada na inadimplência. "Dada que a inadimplência tem uma tendência marcada, o que se espera é uma redução da taxa de juros por conta da redução do spread", disse ele.

Segundo o economista do BC, dados parciais de dezembro, até o dia 15 deste mês, mostram uma queda de 0,2 ponto percentual na taxa média geral dos bancos, para 34,7% - motivada pelas operações com as empresas. "Esse movimento ainda permanece e é isso que se espera ao longo dos primeiros meses de 2010, de continuidade de redução dos juros", concluiu Lopes.

Cinema: críticos elegem os melhores filmes de 2009

Chega o final do ano e com ele as listas dos melhores nas diversas áreas da cultura. Hoje o caderno Você publica a lista de melhores filmes segundo os críticos de cinema do Segundo Caderno (O Globo) e a Associação dos Críticos de Cinema do Pará (ACCPA). Lembrando, claro, que todos podem (e devem) elaborar sua próprias listas.

FOI APENAS UM SONHO: Doze anos depois de “Titanic”, Kate Winslet e Leonardo DiCaprio se reencontraram sob a direção do marido da atriz, Sam Mendes, de “Beleza americana”. Mendes refez a dupla na pele de um casal em atomização nesta adaptação do romance “Revolutionary Road”, de Richard Yates. Kate ganhou o Globo de Ouro pelo filme, que arrebatou olhares ao exumar as aparências que resguardam a hipocrisia conjugal.

DESEJO E PERIGO: Amparado na força dramática do ator Tony Leung, Ang Lee narra o drama de uma jovem que, na Segunda Guerra Mundial, apela para o sexo para arrebatar um político e usá-lo em prol da China ocupada.

DEIXA ELA ENTRAR: Mesmo à luz de “Lua nova”, nunca se viu uma vampira como Eli (Lina Leandersson), a sanguessuga desta “love story” sueca. Mas seu coração vai optar pela fragilidade de um menino carente.

O LUTADOR: Primeiro veio um Leão de Ouro. Depois, um Globo de Ouro de melhor ator. Para finalizar, uma indicação ao Oscar. Mas tudo isso é pouco para coroar a atuação exemplar de Mickey Rourke. Sob as rédeas do diretor Darren Aronfsky, ele se reinventa no papel de um ás da lutra-livre atrás de redenção.

ENTRE OS MUROS DA ESCOLA: Deu empate na seleção do melhor filme de 2009 na preferência dos Bonequinhos: ficaram lado a lado “Gran Torino”, de Clint Eastwood, e esta produção francesa, consagrada com a Palma de Ouro no Festival de Cannes do ano passado. A semelhança entre elas está no esforço de dissecar contradições sociais no choque entre etnias.

SIMONAL — NINGUÉM SABE O DURO QUE DEI: Nem pró, nem contra, apenas entusiasta de uma voz que o Brasil raras vezes ouviu igual, o filme de Micael Langer, Calvito Leal e Cláudio Manoel levou a vida de Wilson Simonal (1939-2000) às telas com uma única ideologia. Sua meta: expor a fragilidade da fama em uma cultura sufocada pela ditadura.

BASTARDOS INGLÓRIOS: O Brasil até hoje não viu “À prova de morte” (2007), filme que abalou o apelo comercial de Quentin Tarantino. Mas quem passou a duvidar do talento do diretor de “Pulp Fiction” (1994) calou a boca ao vê-lo transformar a vingança no motor deste épico sobre a Segunda Guerra. O diretor, que deu um bolo nos cariocas ao cancelar sua vinda ao Festival do Rio, narra as ações de uma tropa judia, liderada por Brad Pitt, que caça nazistas. Um deles é o coronel Landa, criação memorável do ator Christophe Waltz.

GRAN TORINO: Como se não bastasse dirigir filmes majestosamente, escrever diálogos primorosos e atuar cada vez melhor, Clint Eastwood ainda resolveu cantar (e bem) a canção-título deste drama de ação que faturou US$ 148 milhões nos EUA. O longa, que empatou com “Entre os muros da escola” na preferência dos Bonequinhos, é o maior êxito de bilheteria da carreira do astro. Numa reflexão sobre a violência similar a de “Os imperdoáveis” (1992), Eastwood assina um metafórico pacto de não agressão ao contar a saga de um veterano da Guerra da Coreia. Avesso a afeto, Walt Kowalski trava amizade com um jovem asiático que tenta roubar seu carro. Aos poucos, a relação pavimenta no peito de Kowalski um túnel para culturas e emoções que ele desconhecia.

UP — ALTAS AVENTURAS: Dublado no Brasil pelo humorista Chico Anysio, Carl Fredricksen, velhinho que sai pelo mundo ao amarrar milhares de balões em sua casa, lidera a galeria dos rabugentos mais fofos do cinema. Como animação, o novo filme da Pixar refinou as ferramentas das narrativas em 3D.

DISTRITO 9: Apadrinhado por Peter Jackson, o jovem cineasta sul-africano Neill Blomkamp faturou milhões (de dólares e de elogios) ao dirigir a ficção científica mais original da década. No filme, ele pergunta: e se um grupo de ETs caído na Terra sofresse “apartheid”? A resposta é violenta, mas arrebata. (O Globo e DIÁRIO)

>> Para críticos paraenses, melhor filme de 2009 é “Alexandra”, de 2007

A Associação dos Críticos de Cinema do Pará (ACCPA) tentou condensar em 30 filmes o que foi exibido de melhor durante o ano de 2009 em Belém. Em primeiro lugar, no top 10 dos críticos, ficou “Alexandra”, de Aleksander Sokurov. No cabeçudo filme russo, o diretor introduz uma avó num acampamento de soldados russos na Chechênia. Por meio de um jogo de opostos, ele passeia por temas como relações familiares, desejos incestuosos, conflitos entre Rússia e vizinhos e, em especial, a banalidade da guerra. Na opinião dos críticos, Aleksander Sokurov ainda leva a indicação de melhor diretor.

Intrigado com a obscuridade do ganhador? Como todos bons cinéfilos e suas listas, a da ACCPA também segue uma linha bem particular. E sua seleção parece seguir o avesso do avesso. Apesar de alguns filmes até bem conhecidos do público terem entrado na lista, como “Up - Altas Aventuras” e “Bastardos Inglórios”, não espere achar dicas para o bolão do Oscar.

CONFIRA A LISTA DA ACCPA

1) “ALEXANDRA” de Aleksander Sokurov

2) “GRAN TORINO” de Clint Eastwood

3) “AMANTES” de James Gray

4)”BASTARDOS INGLÓRIOS” de Quentin Tarantino

5) “O SOL” de Aleksandr Sokurov

6)”INIMIGOS PÚBLICOS” de Michael Mann

7) “SINÉDOQUE NOVA IORQUE” de Charlie Kaufman e “AQUELE QUERIDO MÊS DE AGOSTO” de Miguel Gomes

9)”UP - ALTAS AVENTURAS” de Pete Docter

10) “ENTRE OS MUROS DA ESCOLA” de Laurent Cantet

Melhor Diretor : Alexander Sokurov (Alexandra)

Melhor Ator : Philip Seymour Hoffman (Sínédoque Nova Iorque/Dúvida)

Melhor Atriz : Galina Vishnevskaya (Alexandra)

Melhor Ator Coadjuvante: Christoph Waltz (Bastardos Inglórios)

Melhor Atriz Coadjuvante : Emily Watson (Sinédoque Nova Iorque)

Melhor Montagem : “Inimigos Públicos” de Michael Mann

Melhor Cenografia : “Bastardos Inglórios” de Quentin Tarantino/”A Troca” de Clint Eastwood/”Sinédoque Nova Iorque” de Charlie Kaufman/”Inimigos Públicos” de Michael Mann

Melhor Fotografia : “A Troca” de Clint Eastwood

Melhor Trilha Sonora : “Bastardos Inglórios” de Quentin Tarantino

Melhor Canção : “Quem quer ser um Milionário?” de Danny Boyle

Melhor Figurino : “Inimigos Públicos” de Michael Mann

Melhor Roteiro Original : “Bastardos Inglórios” de Quentin Tarantino

Melhor Roteiro Adaptado : “Dúvida” de John Patrick Shanley

Melhor Efeito Especial : “Avatar” de James Cameron

Melhor Animação : “Up - Altas Aventuras” de Peter Docter. (Diário do Pará)

28 de dez de 2009

Caixa antecipa recebimento de apostas da Mega Sena

A Caixa Econômica Federal (CEF) mudou o horário de encerramento das apostas para a Mega Sena da Virada, que será sorteada no dia 31 de dezembro. As apostas para concorrer ao prêmio previsto de R$ 100 milhões serão encerradas às 14 horas (horário de Brasília) e não às 18 horas, conforme o habitual.
Segundo a CEF, a antecipação do horário é necessária para que a Caixa tenha tempo de processar as informações dos apostadores. Até às 11 horas desta segunda-feira, foram registrados cerca de 20 milhões de apostas.
O prêmio da Mega Sena da Virada não será acumulado. Caso ninguém acerte os 6 números sorteados, o dinheiro será divido entre os aceradores da quina (5 números). O prêmio de R$ 100 milhões pode ser o maior da história da loteria do País
(Agência Estado)

26 de dez de 2009

Enquanto muitos defendem o prêmio Nobel entregue ao Barack

Míssil atribuído aos EUA mata três no Paquistão

Um míssil supostamente norte-americano matou três pessoas em uma região tribal no noroeste do Paquistão, onde militantes que combatem as forças ocidentais no Afeganistão estão concentrados, segundo autoridades de inteligência paquistanesas. Aparentemente o ataque foi o mais recente em uma longa campanha dos Estados Unidos, que raramente discutem o programa, mas já afirmaram que vêm mantendo operações de buscas a altos comandantes da rede terrorista Al-Qaeda.Publicamente o Paquistão se opõe aos ataques, mas acredita-se que o governo paquistanês forneça suporte a eles. O atentado ocorreu na área de Babar Raghazai, no Waziristão do Norte, e também feriu outras duas pessoas, segundo as autoridades locais. A região é usada por militantes das duas maiores facções que combatem os EUA e as forças da Organização para o Tratado do Atlântico Norte (Otan): a rede Haqqani e os militantes que servem ao comandante Hafiz Gul Bahadur.Os ataques com mísseis no Waziristão do Norte são sensíveis porque o Paquistão tem um acordo de trégua com Bahadur. O comandante concordou em não fazer ataques enquanto o exército paquistanês implementa uma ofensiva em Waziristão do Sul contra o Taleban do Paquistão, um grupo que se concentra no ataque ao Estado paquistanês.A ofensiva à região do Waziristão do Sul foi lançada em meados de outubro, mas acredita-se que muitos líderes do Taleban no Paquistão fugiram para outras áreas, incluindo Waziristão do Norte e Orakzai. Um comunicado, hoje, do exército paquistanês informou que um ataque aéreo a Orakzai matou alguns civis junto com oito possíveis militantes.

(Agência Estado)

AGUARDEM SOCIEDADE GUAMAENSE...

Este blog acaba de receber um grandioso e maginifico dosie, onde está numerosas lembranças do tempo da empresa KC neste municipio, e lembro ainda que existe ex-vereadores que ficam "latindo" por ai, e mal se lembram do que eles fizeram no passado. O remetente avisou também que irá enviar copias aos outros blogs da cidade...estamos de olho!!!!!

23 de dez de 2009

Do Idealizador do blog para todas familias guamaense!

Convenentes inadimplentes

Relação de entes inadimplentes em convênios celebrados com o Ministério da Justiça.

Os convênios assinados pelo Poder Público prevêem obrigações para ambos os parceiros, deveres esses que geralmente incluem repasse de recursos de um lado e, do outro, aplicação dos recursos de acordo com o ajustado, bem como apresentação periódica de prestação de contas.

Nesta seção, são divulgados os entes que se encontram inadimplentes, por terem deixado de cumprir alguma das obrigações que assumiram em convênio assinado com o Ministério da Justiça.

Fundação Nacional do Índio

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Motivo: instauração de Tomada de Contas Especial
Convênio: nº 009/1996 - FUNAI
Termo de Convênio

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Motivo: irregularidade na Execução Financeira
Convênio: nº 006/1998 - FUNAI
Termo de Convênio
Termo Aditivo

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Motivo: prestação de contas impugnada
Convênio: nº 017/1998 - FUNAI
Termo de Convênio
Termo Aditivo

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Motivo: utilização de recursos em desacordo com o programa de trabalho
Convênio: nº 018/1998 - FUNAI
Termo de Convênio

data/documents/storedDocuments/{334263AD-A534-4B0E-AD1D-363427828AB4}/{80D857D0-2BAF-4FC3-925A-C20A77450F24}/setas_transparencia.gif Convenente: União das Aldeias Kraho - TO
Motivo: irregularidade na execução física do objeto
Convênio: nº 001/2000 - FUNAI
Termo de Convênio

Secretaria Nacional de Segurança Pública

data/documents/storedDocuments/{334263AD-A534-4B0E-AD1D-363427828AB4}/{80D857D0-2BAF-4FC3-925A-C20A77450F24}/setas_transparencia.gif Convenente: Secretaria de Infra-estrutura do Estado de Goiás - GO
Motivo: instauração de Tomada de Contas Especial
Convênio: nº 114/2000 - Secretaria Nacional de Segurança Pública

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Motivo: não apresentação de documentação complementar
Convênio: nº 130/2002 - Secretaria Nacional de Segurança Pública

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Motivo: não apresentação de documentação complementar
Convênio: nº 164/2002 - Secretaria Nacional de Segurança Pública

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Motivo: instauração de Tomada de Contas Especial
Convênio: nº 157/2002 - Secretaria Nacional de Segurança Pública

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Motivo: instauração de tomada de contas especial
Convênio: nº 024/2003 - Secretaria Nacional de Segurança Pública

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Motivo: não apresentação da documentação complementar
Convênio: nº 052/2004 - Secretaria Nacional de Segurança Pública

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Motivo: atraso na entrega da prestação de contas
Convênio: nº 014/2006 - Secretaria Nacional de Segurança Pública

Secretaria de Direito Econômico

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Motivo: não apresentação de documentação complementar
Convênio: nº 023/2004 - Secretaria de Direito Econômico
Termo de Convênio
1º Termo Aditivo

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Motivo: atraso na entrega da prestação de contas
Convênio: nº 012/2003 - Secretaria de Direito Econômico
Termo de Convênio

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Motivo: atraso na entrega da prestação de contas
Convênio: nº 020/2004 - Secretaria de Direito Econômico
Termo de Convênio
1º Termo Aditivo
2º Termo Aditivo

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Motivo: atraso na entrega da prestação de contas
Convênio: nº 032/2005 - Secretaria de Direito Econômico

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Motivo: atraso na entrega da prestação de contas
Convênio: nº 001/2007 - Secretaria de Direito Econômico
Termo de Convênio

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Motivo: não apresentação da prestação de contas
Convênio: nº 017/2007 - Secretaria de Direito Econômico

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Motivo: não apresentação de documentação complementar
Convênio: nº 002/2004 - Secretaria de Direito Econômico

Departamento Penitenciário Nacional

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Motivo: teve a prestação de contas impugnada
Convênio: nº 089/1998 - DEPEN - Departamento Penitenciário Federal
Termo de Convênio
Termo Aditivo

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Motivo: instauração de tomada de contas especial
Convênio: nº 030/2000 - DEPEN - Departamento Penitenciário Federal

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Motivo: instauração de tomada de contas especial
Convênio: nº 067/2000 - DEPEN - Departamento Penitenciário Federal

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Motivo: instauração de tomada de contas especial
Convênio: nº 014/2001 - DEPEN - Departamento Penitenciário Federal

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Motivo: instauração de tomada de contas especial
Convênio: nº 080/2001 - DEPEN - Departamento Penitenciário Federal

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Motivo: instauração de tomada de contas especial
Convênio: nº 062/2002 - DEPEN - Departamento Penitenciário Federal

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Motivo: não apresentação de documentação complementar
Convênio: nº 012/2003 - DEPEN - Departamento Penitenciário Federal
Termo de Convênio

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Motivo: irregularidade na execução financeira
Convênio: nº 033/2003 - DEPEN - Departamento Penitenciário Federal
Termo de Convênio
Termo Aditivo

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Motivo: instauração de tomada de contas especial
Convênio: nº 062/2003 - DEPEN - Departamento Penitenciário Federal

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Motivo: irregularidade na execução física do objeto
Convênio: nº 014/2004 - DEPEN - Departamento Penitenciário Federal
Termo de Convênio

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Motivo: irregularidade na execução financeira
Convênio: nº 022/2004 - DEPEN - Departamento Penitenciário Federal
Termo de Convênio

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Motivo: irregularidade na execução financeira
Convênio: nº 053/2004 - DEPEN - Departamento Penitenciário Federal
Termo de Convênio

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Motivo: irregularidade na execução financeira
Convênio: nº 052/2004 - DEPEN - Departamento Penitenciário Federal
Termo de Convênio

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Motivo: irregularidade na execução financeira
Convênio: nº 054/2004 - DEPEN - Departamento Penitenciário Federal
Termo de Convênio

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Motivo: irregularidade na execução financeira
Convênio: nº 056/2004 - DEPEN - Departamento Penitenciário Federal

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Motivo: irregularidade na execução financeira
Convênio: nº 044/2004 - DEPEN - Departamento Penitenciário Federal

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Motivo: irregularidade na execução financeira
Convênio: nº 039/2004 - DEPEN - Departamento Penitenciário Federal
Termo de Convênio

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Motivo: irregularidade na execução financeira
Convênio: nº 001/2005 - DEPEN - Departamento Penitenciário Federal
Termo de Convênio






Consulta do Marco Regulatório da Internet recebe mais de 800 propostas

Brasília, 18/12/2009 (MJ)– Encerrou-se nesta semana a 1ª fase da consulta pública do Marco Civil Regulatório da Internet. Organizadora da seleção, a Secretaria de Assuntos Legislativos (SAL), do Ministério da Justiça, recebeu 822 contribuições de pessoas físicas e de instituições como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Associação Nacional de Jornais (ANJ), Associação Brasileira de Internet (Abranet), Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e Câmara de Comércio Eletrônico, entre outros.

Entre as sugestões, está a inclusão de dispositivo determinando que a empresa prestadora de serviços ou que comercializa produtos pela internet apresente razão social, CNPJ, endereço e telefone, para que o consumidor possa ter acesso aos dados da firma no caso de haver algum tipo de problema.

Outra proposta isenta o provedor de serviços de Internet da responsabilidade sobre o conteúdo que não é gerado por ele, mesmo que o hospede. Os participantes da consulta também sugeriram que um site só pode ser retirado do ar se colocar em risco a segurança interna e a ordem nacional.

As sugestões estão sendo analisadas pelo Ministério da Justiça. Em janeiro, a SAL vai divulgar um anteprojeto de lei sobre o assunto, que também poderá ser comentado por quem tiver interesse no tema. O texto ficará disponível para consulta dos internautas durante 45 dias no blog do site www.culturadigital.br/marcocivil . Após este prazo, será enviado ao Congresso Nacional.

Orientação

Iniciada no dia 29 de outubro, a consulta pública do Marco Civil Regulatório da Internet busca criar regras para orientar as ações de pessoas e empresas na rede mundial de computadores. A proposta é uma resposta do Governo Federal a uma demanda social crescente: a de se criar um instrumento legal que garanta direitos e deveres específicos para as relações que se estabelecem no ambiente virtual.

Entre os temas abordados estão as regras de responsabilidade civil de provedores e usuários sobre o conteúdo postado na internet e as medidas para preservar e regulamentar direitos fundamentais do internauta, como a liberdade de expressão e a privacidade, além de diretrizes para ações de governo em relação à web.

Governo destina mais de R$ 40 milhões para Manejo Florestal


Os ministérios do Desenvolvimento Agrário e do Meio Ambiente lançam nesta terça-feira, 22, o primeiro Plano Anual de Manejo Florestal Comunitário e Familiar. O Plano Anual foi instituído pelo Decreto nº 6874/2009 e vai organizar as ações produtivas dos agricultores familiares, assentados da reforma agrária, quilombolas e populações tradicionais.

Em 2010, período de execução do primeiro Plano Anual, serão investidos mais de R$ 40 milhões que irão beneficiar 17.867 famílias em sete estados (AC, AP, AM, MT, PA, RO, MA). Essa população vive em 35 florestas comunitárias, sendo 15 assentamentos da reforma agrária e 17 unidades de conservação. Do total de recursos, cerca de R$ 28 milhões serão aportados pelo MDA/Incra.

O objetivo do Plano Anual é estimular o manejo florestal e dar racionalidade às cadeias produtivas de produtos como castanha, açaí, borracha, babaçu, piaçava, óleo e madeira. Para isso, o Plano dará assistência técnica a mais de seis mil famílias para elaboração de onze planos de manejo dentro de assentamentos. Cerca de R$ 17 milhões estarão disponíveis para o Pronaf Floresta. A capacitação de técnicos para a assistência técnica também está prevista no Plano Anual. Além disso, dentro das ações estruturantes, estão a construção ou reforma de 4.200 casas, a construção de 700 km de estradas e a demarcação topográfica de 600 km, tudo isso, dentro de assentamentos.

“O primeiro Plano Anual de Manejo Florestal Comunitário e Familiar é muito importante porque combina geração de renda para as populações tradicionais, agricultores familiares e assentados da reforma agrária com desenvolvimento sustentável e combate ao desmatamento”, afirmou o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel.

O Plano será renovado a cada ano pelo Comitê Gestor formado por técnicos do Ministério do Desenvolvimento Agrário e do Meio Ambiente. Também foi instituído um grupo de trabalho composto por entidades representativas da sociedade como Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (FETRAF), Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNABF), Conselho Nacional do Seringueiros, Coordenação das Organizações Indígenas Brasileiras e Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), entre outros.

DESGOVERNO – A cronologia da insensatez

Os mandos e desmandos de Divino dos Santos e sua claque pontuam a atual administração desde que o pastor da Igreja Universal desembarcou na EGPA, a Escola de Governo do Pará. Isso é o que evidencia o relato de uma fonte do blog, que fez um retrospecto cronológico das lambanças de Divino, que em seguida reproduzo.

27/02/09 – Divino dos Santos é nomeado como assessor especial I. Surpresos? Ele estava se locupletando da gestão petista desde o início do ano. Nunca “bateu ponto” na Casa Civil ou em órgão algum.

09/06/09 – “José” Divino dos Santos é nomeado como Diretor da EGPA. O desastre já começou pela sua nomeação, quando inseriram um “José” que nunca existiu em seu nome. Erro este que nunca foi corrigido.

Assumindo a EGPA , o novo diretor sequer fez uma reunião com os servidores para se apresentar e mostrar sua equipe, depois descobriu-se que ele não tinha equipe e que estava fazendo seleção de currículos para preencher cargos. O problema foram os selecionados. Quanto mais ignorantes, melhor!

Cobrar pelo estacionamento da EGPA foi a primeira aberração. Sem saber que o prédio é patrimônio público e como tal a sua exploração financeira deve ser regulamentada, o pastor de ovelhas negras achava que poderia colocar sua sacolinha do dízimo pra funcionar desde a entrada da EGPA. Sua idéia obviamente não vingou!

Posteriormente, à mercê da crise financeira pela qual passa a EGPA, o "seu" Divino resolveu mudar toda a mobília do gabinete por uma moderna e que atendesse mais aos seus delírios luxuosos típicos de palácios da Universal. Outra bola fora!

26/06/09 – Sérgio Santarém recebe diárias para o município de Bragança com intuito de participar do fórum paraense de carangueiro-uçá. Ficaram apenas as “???????????????” para tal justificativa de diária.

30/06/09 – Começam os desmandos, nomeação de dois coordenadores para o mesmo setor, o setor de logística, que lida com patrimônio, contratos, manutenção predial e outros, é o desmanche da estrutura organizacional, sendo que um desses coordenadores nem o ensino médio completo tem. É a incompetência reinando!

03/07/09 – Desatino total. Diversos servidores, entre efetivos e apenas comissionados, são exonerados dos cargos de confiança, sem critérios, sem ética, sem repasse de serviço, praticamente sem avisá-los. Foram simplesmente exonerados e substituídos por outros com desconhecimento total de gestão pública.

E no decorrer do mês foi assim, exonera uns, põe outros, esses outros sem qualificação profissional nenhuma que justificasse o salário recebido. Pessoas que jamais haviam trabalhado na administração pública, pessoas que nem de confiança são, pessoas que no currículo consta como ápice da experiência profissional “vendedor de jóia e bijuteria”. Nada contra; contudo, gestão pública é coisa séria.

09/07/09 – O pastor percebeu que apesar da EGPA não ser o paraíso esperado, muito ele poderia aproveitar para sua propaganda política usando dinheiro público. Descobriu que existia um programa na EGPA chamado Regionalização que lhe seria muito útil e lá foi ele pra Bragança encerrar cursos, coisa que até então nenhum diretor fazia, não por descaso, mas porque não há necessidade, só mais consumo de combustível, mais gastos com diárias.

29/07/09 – Altamira foi o alvo seguinte. Vendo que seria muito proveitoso, Divino e agora seu comparsa Sérgio Blá Blá, se revelaram muito interessados na regionalização e lá foram, sem necessidade alguma, para Altamira, passagem de avião e mais diárias pras “cucuias”.

15/08/09 – Divino, aproveitando de toda “mamata” que ser gestor de um órgão público lhe dá, viaja pra São Paulo, justificando que iria realizar visita técnica a Fundação do Desenvolvimento Administrativo e a Escola de Governo do Estado de São Paulo, e que para isto precisava ficar uma semana lá. Ficou de 15 a 21 de agosto. Que vida boa!!!

Mês de setembro, novas exonerações. Uma que chamou bastante atenção foi a exoneração de um servidor efetivo de estreitas ligações com o PT, que inclusive ficou responsável pela transição PSDB-PT. A EGPA definitivamente não é mais do Partido dos Trabalhadores e nem seus atuais gestores têm compromisso com o PT!

Continuando, logo depois exoneram a gerente do programa de qualificação, uma servidora de carreira, desmantelando de vez a equipe técnica da EGPA e, o que é pior, da área finalística. O que causou uma verdadeira revolta em vários servidores, fazendo com que surgisse um Divino ditador: pra se reunir precisa pedir!

08/09/09 – Nova viagem pra São Paulo, nova visita institucional à Fundação do Desenvolvimento Administrativo/FUNDAP. Qual o retorno dessas viagens para EGPA???

18/09/09 – Uma dispensa de licitação para lá de suspeita, reforça os desatinos Divinos.

07/10/09 – O desatino continua. Divino exonera mais um servidor efetivo que há tempos ocupava cargo de confiança, para nomear obreiro que não sabe trabalhar. Setor de licitação desmontado.

09/10/09 – Divino agora quer conhecer a cidade maravilhosa. Por que não fazer um pouco turismo? A crise já passou mesmo! A EGPA não deve ninguém! Sua justificativa para ir ao Rio de Janeiro não poderia ser mais “chula”: “buscar novas parcerias para EGPA

Augusto Barata

PROCURA-SE

A divisão do Pará por Jader Barbalho

Na primeira semana deste mês o Senado Federal aprovou o projeto de Decreto Legislativo que autoriza a realização do plebiscito sobre a criação do Estado de Carajás, igual ao já anteriormente aprovado para a criação do Estado do Tapajós. Os dois projetos ainda tem que ser submetidos à votação na Câmara Federal e ter aprovação da maioria dos deputados para, depois, serem encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral, responsável pela realização da consulta popular. Isso fez com que o tema divisão do território paraense voltasse às discussões em qualquer roda de conversa.

Como tenho sido frequentemente abordado sobre a posição que tenho em relação ao assunto, digo que sou completamente favorável ao plebiscito e também a seu resultado. A consulta popular é a melhor maneira para quaisquer intervenções de governo. Ainda não inventaram coisa melhor. E sou a favor da consulta popular – Sim ou Não – por que isso vai obrigar os paraenses a conhecer melhor o Pará. O plebiscito vai abrir uma rede de discussão e convencimento. Os meios de comunicação, enfim, vão nos aproximar. O povo do sul e do oeste paraense vai ter oportunidade de dizer por que quer se tornar independente, assim como muita gente de Belém e mais 78 municípios vão lutar para que o Pará mantenha seu território original. Se houver a separação, e se estiver de acordo com os projetos apresentados, o maior Estado será o do Tapajós, com quase 600 km2 e 25 municípios. Carajás terá 285 km2 e 39 municípios e o Pará ficará com um pouco mais de 360 km2 e 79 municípios. Os que defendem a permanência do território dizem que o tamanho e riqueza são os principais orgulhos paraenses. Os que querem a divisão dizem que a ausência do Estado é o principal fator do movimento, e que isso faz com que os municípios distantes da capital estejam atrelados a um futuro sombrio quanto ao desenvolvimento.

Na consulta popular algumas considerações também terão que vir à tona, em benefício do conhecimento que deveremos ter sobre o lugar em que vivemos: o Estado a ser criado tem projeções viáveis de sustentabilidade econômica e social? Nos anos 90 do século passado, estudos técnicos da Secretaria de Planejamento, à época de meu segundo governo, indicaram que não. Entretanto, hoje é um novo século, uma nova época. Devem haver novos estudos, assim como sobre o quanto isso importará aos cofres públicos, à União. Outro fator é que, a partir da Lei 9.709/98, assinada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, publicada no DOU de 19 de novembro de 1998, (que dá entendimento sobre o que trata a Constituição Federal) no plebiscito, toda a população do Estado deve ser ouvida e não apenas a da parte a ser desmembrada. Ora, o Pará hoje tem um pouco mais de 4,5 milhões de eleitores e o quadro com os 64 muncípios que poderão formar os Estados de Carajás e Tapajós possui cerca de 1,5 milhão, restando 3 milhões de votantes. Isso deve favorecer uma grande disputa de convencimento.

Enfim, sou a favor da resposta da população no plebiscito. Sou a favor da discussão sobre crescimento e desenvolvimento do nosso povo. A separação ou união territorial não quer dizer que sejamos inimigos, mas que procuramos, no bom combate, buscar o que será melhor para todos nós.

Eu me submeto à vontade popular. Creio que o melhor caminho seja o debate e o enfrentamento da questão.

Fonte: Blog do Estado.

Atenção autoridades

Preocupado com a situação de assaltos relampagos no trecho entre Cerâmica Barbosa e a popularmente chamada rua do Paredão, este blog vem comunicar as autoridades que a população a qualquer momento poderá tomar medidas particulares para coibir essa forma de crime, vista que nenhuma ronda é feita naquela area, os moradores ficam a merce dos infratores e sofrem com a falta de rondas da PM... Por favor prestem mais atenção aquele povo que também são Guamaenses!!!!

Paralisação de rodoviários atinge 130 mil pessoas

Esperando por dez minutos em uma parada de ônibus na avenida Augusto Montenegro, a funcionária pública Maria das Mercês, 54 anos, estranhou a grande quantidade de pessoas naquele local. “Geralmente não há tantas pessoas neste horário. Aconteceu alguma coisa?”.

Cerca de 130 mil pessoas que usam as linhas da empresa Eurobus, em Belém, foram prejudicadas enquanto os trabalhadores reivindicavam seus direitos na porta da empresa, ontem pela manhã. Para os funcionários, assédio moral e cobranças indevidas viraram rotina. Eles avisam: hoje também não terão ônibus da empresa nas ruas.

Os 27 coletivos que atendem os bairros do Tenoné, Jardim Sideral, Conjunto Maguari, Paracuri, parte da Cidade Nova, e o Distrito de Icoaraci não sairão da garagem pelo segundo dia consecutivo. “A empresa não está pagando os feriados trabalhados, desconta as meias-passagens e puni os funcionários por qualquer motivo. É a intransigência deles que está prejudicando a população”, atesta o diretor do Sindicato dos Rodoviários de Belém, Francisco Costa.

Dezenas de funcionários ficaram do lado de fora, conversando, ontem. Outros resolveram sentar do outro lado da rua e fazer o mesmo - cena que deve se repetir hoje-.

Eles aguardavam, junto ao sindicato, a chegada dos dois diretores e o gerente da empresa, conhecido por Edmilson. Na portaria, ninguém sabia informar a que horas eles iriam chegar ou se reuniriam com os funcionários. “Eles só usam celular, não tem telefone lá dentro e eu não tenho como ligar”, disse o porteiro da garagem.

RECLAMAÇÕES

Em relação ao assédio moral supostamente praticado pela empresa, o próprio delegado fiscal, Edermilson Castro, acredita ter sido vítima. Ele foi demitido há duas semanas e desconfia que seja pelo cargo que assumiu. “Aqui é assim mesmo, perseguição é comum. Os mais novos que estão em seu primeiro emprego, temerosos de serem demitidos, acabam se submetendo a isso e se deixam ser explorados. Isso tem de acabar”.

Outra reclamação é quanto ao vidro que separa passageiro e cobrador na roleta, recentemente implantado. Além da sensação de estar enclausurado, o trabalhador sofre com o intenso calor da nossa região e não escuta direito o que o passageiro está dizendo.

“Já entramos no MP (Ministério Público) para rever esta situação, pois o funcionário não pode ficar submetido a isso. Nós, enquanto sindicato, vamos lutar pelo direito de todos os trabalhadores”. A reportagem não conseguiu falar com a direção da empresa. (Diário do Pará)

21 de dez de 2009

RECESSO & A FALTA DE RESPEITO

Nós brasileiros deveriamos tomar um pouco de vergonha na cara e pedir o FIM de recesso a politicos e funcionarios de orgãos que usufruem de inumeras regalias, como os Tribunais Superiores e Demais... Concordo com recesso para professores que por sinal, nunca usufruem deste, pois sempre precisam ficam revendo notasz e acertando o proximo ano letivo, enquanto nossos politicos ficam ai, chupando e bebendo a nossas cutias e bem na nossa frente, se não vejamos os quadros....
Salario de Vereador no Brasil, cidade menos de 50 mil habitantes; +- R$ 3500,00 reais/mes
Piso do professor no Brasil em algumas cidades; +- R$ 500,00
Que contraste né, poi é.... se formos aos Tribunais a coisa muda de ruma, no entanto, os caras estudaram pra "caramba".....
Porque o recesso? Para os professores tudo bem entendo!!! eles (as) sofrem dia e noite, vendo, revendo e aprendendo...
Para os politicos, é uma vergonha, só vão as poucas sessões, issso quando ainda tem quorum, mesma coisa acontece nos tribunais sejam eles; Eleitorais, Criminais e demais do sistema Juridico, todos precisam de quorum para iniciar sessões....
Outra situação que nós brasileiros precisamos mudar urgente, pedir o fim de ferias remuneradas e regalias a nosos funcionarios politicos....é um absurdo como ainda no Brasil existe politico recendo por tempo de cerviço publico (politicagem) comom por exemplo o saudoso F.H.C que usufrui de certas doses de dindin do senado....é uma vergonha....
Em quanto não arrumarmos a casa da EDUCAÇÃO neste Pais, jamais a criminalidade ira reduzir.....enquanto nos não dermos SAUDE ao povo de forma digna, jamais podemos dizer temos um Pais decente...Enquanto o povo não tiver EMPREGO ele podera comprar uma vida digna....

19 de dez de 2009

CAMPANHA " EU TÔ COM O TRANSPARENCIA"

Sabedor das inumeras ameaças que vem sofrendo nosso amigo do TRANSPARENCIA, o Blog Harlem Fherreira lança uma CAMPANHA em solidariedade ao Blog amigo da População.


"EU TÔ COM O TRANSPARENCIA"

A campanha nasce junto aos anseios da população em ver dias melhores para nossa sociedade, e não teremos medo de ameaças muito menos de perseguição por vias de pessoas mal intencionadas. Portanto você que está cumprindo essa palhaçada em ameaçar nosso glogueiro do Transparencia, tome muito cuidado, que a qualquer momento estaremos anunciando seu nome e local de residencia.....


Vamos trabalha em prol da sociedade e nao em prol dos vossos bolsos.....

Valor do novo salário mínimo poderá ser de R$ 510

O relator-geral do Orçamento de 2010, deputado Geraldo Magela (PT-DF), anunciou hoje (19) que vai encaminhar sugestão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o valor do salário mínimo, a vigorar a partir de janeiro de 2010, seja de R$ 510, com correção de 9,7%. A previsão anterior era de R$ 505,90.Magela explicou que o novo valor se deve à previsão de aumento da receita em 2010 decorrente das estimativas de crescimento da economia. O custo adicional seria de R$ 870 milhões.O relator estima em R$ 13 bilhões os recursos do Orçamento para aplicação em 2010 na Lei Kandir - ressarcimento pela União das perdas dos estados, municípios e do Distrito Federal por causa das isenções fiscais concedidas a produtos destinados à exportação -, na correção de aposentadorias e pensões, no reajuste dos servidores públicos, nos valores de tíquete-alimentação e nas obras para a realização da Copa do Mundo de 2014. (ABr)

17 de dez de 2009

DIVISÃO DO PARÁ

Não se trata de quem ficará com o melhor e sim como ficará dividido o estado do Pará, ou melhor, do Tapajos e Carajas. Quem reside em Santarém por exemplo; sofre com a falta de politicas federais, mesmo que esses investimentos sejam destinados em prazo, no entanto a distancia territorial faz com que muitas politicas publicas deixem de existir. A divisão é um fato de urgencia e de grande importancia para aquele povo sofrido, só quem esteve ou reside no sul do Pará, sabe da importancia dessa divisão. Não se trata da divisão de recursos naturais, ou de excluir o norte dos beneficios que a Amazonia oferece, mas sim de uma divisão territorial, com enfase no bem esta de uma população. A territorialidade do estado do Pará é enorme em comparação com outros estados como; São PAulo, Rio, MAto Grosso....Precisamos deixar de ser gananciosos e começarmos a pensar naquelas pessoas que ficam a merce dos farelos da grande fatia economica do Estado do Pará. Como diz Lira Maia, ex-prefeito por duas gestoes de Santarem; " Eu quero o estado do Pará, eu quero o estado de Tapajós e de Carajás, mas acho que a Amazônia, ela tem espaço muito grande, as distancias são enormes e de qualquer maneira como estratégia de desenvolvimento, é possível é viável, é preciso que se dividam os espaços, o estado de Tapajós e o estado de Carajás são anseios já naturais de regiões, lógico que tem que ser estudados e discutidos acho que a gente tem que fazer um estudo não pelo sentimentalismo, como Belém, e a região de Belém discute às vezes, há vão dividir o Estado, vão rasgar a Bandeira"

16 de dez de 2009

FELIZ NATAL E EXCELENTE 2010

De repente, num instante fugaz,
os fogos de artifício anunciam que o ano novo está presente
e o ano velho ficou para trás.

De repente, num instante fugaz,
as taças de champagne se cruzam e o vinho francês borbulhante anuncia que
o ano velho se foi e ano novo chegou.

De repente, os olhos se cruzam,
as mãos se entrelaçam e os seres humanos,
num abraço caloroso, num so pensamento,
exprimem um só desejo e uma só aspiração: paz e amor.

De repente, não importa a nação, não importa a língua,
não importa a cor, não importa a origem,
porque todos são humanos e descendentes de um só Pai,
os homens lembram-se apenas de um só verbo: amar.

De repente, sem mágoa, sem rancor, sem ódio,
os homens cantam uma só canção, um só hino: o hino da liberdade.

De repente, os homens esquecem o passado,
lembram-se do futuro venturoso, de como é bom viver.
Feliz Ano Novo !

A ESQUERDA BRASILEIRA EM TEMPOS NEOLIBERAIS

Vivemos hoje sob a hegemonia do sistema capitalista e num mundo em que as possibilidades de transformação da ordem sócio-política se mostram bastante reduzidas e para muitos não há mais meios para se fazer qualquer transformação. Nesta perspectiva, a palavra transformação é, nos nossos dias, incompatível com o contexto sócio-político que experimentamos. O capitalismo se apresenta como a única alternativa viável para qualquer sociedade e para qualquer povo. A sociedade burguesa deve ser a base de qualquer sociedade que queira progredir, se desenvolver economicamente e, principalmente, que queira efetivar os ideais democráticos e as liberdades civis. Capitalismo passa a ser sinônimo de desenvolvimento, progresso, democracia e liberdade. Para muitos, só ele pode fazer girar tudo de forma eficiente.

Ao lado dessa hegemonia capitalista, o que percebemos é que o mundo hoje, é um mundo cheio de contradições e conflitos, principalmente contrastes de natureza social. O planeta se divide cada vez mais, em ricos e pobres, em desenvolvimento e subdesenvolvimento. Não há como negar o desenvolvimento econômico, os avanços tecnológicos, o progresso científico e a modernização de uma parte do mundo. Mas, por outro lado, não há como negar as desigualdades sociais, as injustiças, a miséria, a fome e o subdesenvolvimento que está presente numa outra parte do mundo, muito maior do que a primeira. Assim, estamos num mundo sob a égide capitalista que se caracteriza por duas esferas contrastantes. Uma esfera é a da modernização e do desenvolvimento, a outra é da desigualdade e do subdesenvolvimento, que é a esfera onde está a maioria da população.

É importante ressaltar a origem dessa conjuntura sócio-política e o que foi responsável por essa hegemonia do capitalismo nos dias atuais. Sem dúvida, o desmoronamento da ex-URSS e a derrocada dos regimes socialistas do Leste Europeu foram os principais fatores que determinaram para que o mundo chegasse à atual conjuntura. É evidente que o capitalismo não chegaria à posição que chegou hoje se o socialismo não tivesse dado a sua contribuição de forma decisiva. Não nos cabe aqui discutir quais os fatores que levaram a essa derrocada, nem se esses erros e defeitos foram do socialismo em si, enquanto doutrina, ou se foram dos governos comunistas que dirigiram tais sistemas. O importante é percebermos que essa derrocada e esse desmoronamento foram primordiais para a ascensão capitalista hoje.

É dentro do presente contexto, de ascensão capitalista e fracasso socialista e do desaparecimento da bipolaridade mundial, que surge uma grande e importante questão, que pode ser colocada da seguinte maneira: será que o desmoronamento da ex-URSS e a derrocada dos regimes socialistas do Leste Europeu teriam estabelecido a impossibilidade de se propor alternativas à sociedade capitalistas? E a partir desse quadro, não haveria mais sentido falar de esquerda e direita no mundo atual já que a esquerda se propunha de certas formas, a contestar o capitalismo? Poderíamos afirmar de forma enfática, como Blackburn (1993), que esses acontecimentos implicaram no ‘fim da história’?

Todavia, uma coisa é o sentido dos termos esquerda e direita, ele se alterar em face de tais transformações, outra é esse sentido desaparecer. A ascensão capitalista e a derrocada da antiga URSS e dos regimes socialistas não são suficientes para se afirmar que os termos esquerda e direita estejam ultrapassados e não tenham mais significação. A dicotomia esquerda-direita vai além da bipolaridade capitalismo-socialismo, que orientou toda a ordem política mundial, durante anos. Não podemos dizer que o fim dessa bipolaridade represente o fim da dicotomia esquerda-direita, pois os princípios típicos de esquerda como a igualdade e a justiça social, não acabam com o fim da bipolaridade. O fim dos regimes socialistas pode representar a derrocada de uma via que possibilitava a realização desses ideais, mas não que há uma única via.

Diante disso, é mister frisar que o que define realmente a dicotomia esquerda-direita, não é tanto a antiga bipolaridade capitalismo-socialismo, mas é fundamentalmente a contraposição mercado versus justiça social. É essa contraposição o elemento primordial para pensar em esquerda e direita, principalmente nos dias de hoje, pois, atualmente essa contraposição se mostra não só presente, mas fundamental para a análise do cenário político brasileiro. Quanto a essa questão, Emir Sader escreve:

"Nessas condições, nunca como hoje a contraposição mercado x justiça social foi tão essencial. Jamais esta contradição cruzou tanto nossas sociedades desde os 30 milhões de desempregados do próprio hemisfério norte, junto à discriminação e segregação de suas dezenas de milhões de imigrantes, até as grandes maiorias do hemisfério sul, vivendo em sociedades cada vez mais apartadas" (Sader, 1995:17).

É dentro desse contexto sócio-político que compreendemos a dicotomia esquerda-direita no Brasil, procurando ressaltar o novo sentido que essa dicotomia tem atualmente. Para isso, é necessário atualizar a contraposição mercado versus justiça social e conseqüentemente, fazendo isso, estaremos atualizando o próprio sentido dos termos esquerda e direita. Por fim, ao reciclar o significado dos termos esquerda e direita, apontaremos para a possibilidade de surgimento de uma nova esquerda.

2. Conceitos de Esquerda e Direita

Para fazer uma sólida análise da dicotomia esquerda-direita e para que se possa entender bem o sentido destes conceitos hoje, se faz necessário conceituar, minimamente, os próprios termos esquerda e direita, verificando o significado político que tiveram e, principalmente, averiguando como estes termos estiveram presentes em grandes acontecimentos históricos.

Os dois termos simbolizam localizações geográficas que se opõem uma a outra. Os termos ganharam significado estritamente político, inicialmente, na Revolução Francesa. Durante a Assembléia Constituinte, aqueles que apoiavam e que estavam a favor do antigo regime ficavam originalmente, do lado direito, por outro lado, aqueles que defendiam a nova ordem social e política se sentavam do lado esquerdo. Isso significa que os conservadores, que pretendiam manter o regime anterior, se agrupavam à direita no parlamento, os defensores da mudança se agrupavam à esquerda.

A partir dessa distinção básica, as concepções esquerda e direita adquirem significado fundamentalmente político. Esquerda passou a designar aquele conjunto de forças que luta, essencialmente, por transformações numa determinada ordem social e política, transformações que resultem na instauração de uma nova ordem, ou transformações que resultem na reformulação da ordem vigente. Mesmo que o teor e o grau das mudanças possam variar, de acordo com uma esquerda mais ou menos ‘radical’, o que está presente em qualquer esquerda é o caráter contestatório assumido.

A direita já seria o contrário disso. Direita passou a designar, no âmbito político, aquelas forças favoráveis à manutenção de uma ordem social e política. A direita se preocupa, basicamente, em conservar e não alterar um sistema que está dado. Isso pelo fato de que a manutenção de um sistema, tal como ele foi instaurado e tal como ele se apresenta, é amplamente favorável aos interesses econômicos, sociais e políticos daqueles que compõem as forças de direita. Para a direita não é vantagem alterar o sistema, mas sim preservá-lo.

Analisando as noções ‘esquerda’ e ‘direita’ poderíamos identificar a direita com aquele conjunto de forças políticas interessadas em manter o sistema atual vigente, que é o capitalista. A esquerda seria identificada com aqueles que se propõem a lutar por mudanças no sistema capitalista, seja no sentido de reformulá-lo ou seja no sentido de superá-lo e instituir um outro sistema. Dessa forma, as pessoas ou partidos que lutam para implementar mudanças e até pela superação do sistema capitalista, constituem a esquerda. Quanto a essa diferenciação, podemos colocar que

"Assim, hoje a direita se compõe dos conservadores daqueles que se interessam pela reprodução e manutenção do sistema vigente, o capitalismo, e a esquerda se caracteriza por integrar aqueles que desejam a evolução e a superação de tal sistema" (Sader, 1995:21).

A contraposição mercado versus justiça social que é fundamental para entendermos a díade esquerda-direita no Brasil, e que sempre faz parte dos cenários políticos em todo o mundo, principalmente no tocante às lutas políticas entre esquerda e direita, tem o ponto de origem na própria Revolução Francesa. Isso pelo fato de propor a implementação de ideais que se mostravam bastante contraditórios, o que permitiu uma série de críticas à efetivação dos ideais por completo. Os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade se mostravam contraditórios porque a efetivação de um, implicaria a negação do outro, de modo que não haveria como esses planos se concretizarem conjuntamente. Garantir a liberdade significa garantir o direito de propriedade e a liberdade de mercado, instituindo relações econômicas de mercado, o que por sua vez, entrava em choque com a realização da plena igualdade.

Essa contradição existente entre os ideais da Revolução Francesa proporcionou críticas quanto ao rumo que o processo revolucionário estava tomando, e essas críticas eram dirigidas, principalmente, por parte daqueles que colocavam a igualdade em primeiro lugar. Os críticos da Revolução Francesa começavam a delinear o que seria a esquerda e o que ela representaria posteriormente como força política. Além disso, a contraposição mercado versus justiça social emergia no cenário político mundial como um divisor de águas no que se refere à divisão entre as várias forças políticas e a luta que elas passariam a travar a partir da Revolução Francesa. Tal contraposição seria o ponto de referência para o posterior enfrentamento entre as forças de esquerda e de direita.

Na verdade, todas as críticas à Revolução Francesa e seus ideais tinham fundamento, pois a realização da liberdade tal como era entendida, em especial a econômica, resultava na não realização da igualdade. Rousseau, muito antes, já ressaltava essa visão. Segundo ele, a propriedade privada era a base da desigualdade entre os indivíduos, visto que a partir do momento em que alguns passam a donos, proprietários e outros não, os indivíduos se tornam também desiguais. Emir Sader deixa claro esse pensamento de Rousseau, quando destaca:

"A tradição de esquerda partiu justamente dessa crítica: antes mesmo da Revolução Francesa, um de seus fomentadores ideológicos, Rousseau afirmava que a desigualdade humana tinha suas origens na propriedade privada, ao dividir os homens em proprietários e não-proprietários, isto é, em poderosos e fracos, em governantes e governados" (Sader, 1995:23).

A partir dessas críticas e dos antagonismos provocados pela Revolução Francesa, aquelas forças que atuaram juntas contra o antigo regime começaram a se dividir e, principalmente, começaram a optar por caminhos diferentes e antagônicos e, diríamos, um caminho mais a ‘esquerda’ e outro mais a ‘direita’. Aqueles que pretendiam seguir um caminho à direita defendiam o livre mercado, a propriedade privada, uma economia auto-regulada, enfim, a liberdade econômica estava em primeiro plano e deveria se realizar mesmo que isso afetasse a igualdade. Com esse caminho se identificavam basicamente a alta burguesia industrial e comercial e alguns setores médios da burguesia. Por outro lado, aqueles que pretendiam seguir um caminho à esquerda advogavam o interesse público, o bem coletivo e a justiça social. Para tais pessoas a igualdade estava acima da liberdade econômica. Nessa linha estavam, principalmente, a pequena burguesia varejista e os setores populares.

Ao longo do tempo o movimento político de esquerda veio se desenvolvendo e fazendo adeptos. O cenário político mundial, após a Revolução Francesa passaria por uma redefinição devido aos novos atores que estavam atuando na arena política e também em razão da nova agenda política. Simultaneamente, a esquerda ia se repartindo em vários grupos. Embora esses grupos fossem orientados por diferentes ideologias e utilizassem estratégias de luta diferentes, eles se assemelhavam num ponto básico, ou seja, eram forças de esquerda, grupos contestadores da ordem capitalista vigente.

Essas coletividades tinham uma tendência anticapitalista, mas eram orientadas por várias correntes ideológicas, principalmente as correntes anarquistas, reformistas e comunistas em suas diferentes variações. Como se sabe, a abordagem que mais se expandiu mundialmente foi a comunista. Ela não só foi importante para a evolução das várias facções de esquerda como foi o principal marco de referência para as lutas de esquerda em todo o mundo. Esta corrente entrou no cenário político em 1848 com O Manifesto Comunista de Marx e Engels (1988) e, a partir daí, foi a grande corrente ideológica de contestação do sistema capitalista. Foi nesta vertente que se aglutinaram as principais propostas de esquerda e por muito tempo representaria a principal possibilidade de superação do capitalismo.

A divisão que foi se instaurando na esquerda em nível global não dizia respeito somente às correntes ideológicas que a orientavam, desde a anarquista até a comunista. Essa divisão se estendia a outro âmbito, isto é, o âmbito da trajetória, da melhor via a ser escolhida pelos partidos de esquerda para que se pudesse efetivar a superação do capitalismo e, conseqüentemente, instaurar uma nova ordem. A escolha da via a ser percorrida provocou, então, uma divisão nos partidos e organizações de esquerda. Havia duas grandes opções: transformações graduais e contínuas do capitalismo, até se chegar a uma nova sociedade, ou ruptura total com o capitalismo e a construção imediata da nova sociedade.

A primeira via era caracterizada como de longo prazo, o sistema capitalista seria eliminado aos poucos até chegar a sua totalidade e, por outro lado, o socialismo seria implantado gradualmente. Nesse caso, o que teríamos seria uma transição reformista. Os adversários dessa via colocavam que, jamais, uma sociedade socialista poderia ser implantada dessa maneira, porque as forças conservadoras e os interesses capitalistas e burgueses não permitiriam que essas transformações graduais se efetivassem e, possivelmente, utilizariam todos os meios repressivos para impedir essas alterações. Para os adversários dessa alternativa não se destrói o sistema capitalista com reformas.

A segunda via é a revolucionária. Acredita que a implantação da sociedade socialista só é possível por meio de uma revolução, só ela consegue destruir as estruturas capitalistas e que é estritamente necessário romper com o Estado capitalista e com a sociedade burguesa para que existam condições de instaurar uma nova ordem. Para os defensores desse caminho, participar das instituições políticas burguesas e atuar dentro da legalidade democrática capitalista significaria dar apoio ao sistema capitalista.

Essas duas vias de ação, que caracterizavam dois caminhos alternativos para a construção de uma nova sociedade e para a superação do capitalismo, possibilitaram uma divisão entre as forças de esquerda em todo o mundo. Parte da esquerda optou pelo primeiro caminho e outra parte optou pelo segundo. Ao mesmo tempo em que a esquerda se dividia entre essas duas posições uma grande questão emergia: qual seria a melhor via, a mais eficaz para derrubar o capitalismo? Quanto a essa divisão, Sader (1995) frisa que grande parte dos dirigentes socialistas alemães optou pelo caminho das transformações graduais e institucionais, enquanto o nascente movimento revolucionário russo escolheu a via da insurreição.

A partir dessa divisão mundial que ia se estendendo entre as forças de esquerda, o movimento político considerado de esquerda passou a se constituir de uma série de subgrupos, de facções e ideologias que não atuavam dentro de uma mesma linha e nem seguiam uma mesma trajetória, mas que (ainda) buscavam um objetivo semelhante. Tal clivagem fez com que o movimento de esquerda fosse separado entre revolucionários e reformistas, internacionalistas e nacionalistas e entre comunistas e social- democratas.

Assim, Entender a dicotomia esquerda-direita no presente, não só no Brasil, mas em qualquer parte do mundo, requer uma avaliação do atual quadro político e social em que vivemos. Não há como analisar a divisão entre forças de esquerda e direita que prevalece em todo o mundo, se não levarmos em conta que o cenário político hoje, é novo.

Ser de esquerda ou de direita no início do milênio tem uma conotação diversa da que anteriormente caracterizava esses dois termos. Com o desmoronamento da antiga URSS e a derrocada dos regimes comunistas do Leste Europeu uma nova conjuntura sócio-política emergiu, não mais caracterizado pela bipolaridade mundial, pela divisão do mundo em dois grandes líberos, o capitalista e o socialista. Estamos hoje dentro de um contexto dominado pelo capitalismo e, que por isso, obriga-nos a pensar a dicotomia esquerda-direita de uma forma diferente, sem entretanto chegarmos ao ponto de dizer, como muitos, que não há mais sentido nem necessidade em falar de esquerda e direita.

Sublinhamos que o fim da bipolaridade mundial entre capitalismo e socialismo não significa o fim da contraposição esquerda-direita, mas significa que tal contraposição se expressa de uma forma diferente e nova. É importante entendermos que a contraposição mercado versus justiça social, que é o aspecto fundamental e elemento primordial para se analisar a dicotomia esquerda-direita, continua efetivamente presente nessa nova conjuntura sócio-política brasileira. E mais do que isso, tal contraposição se apresenta hoje, no cenário político brasileiro, de maneira extremamente forte.

A nova situação sócio-política brasileira expressa o fim da bipolaridade capitalismo-socialismo mas não o fim da contraposição mercado versus justiça social, que é o que, na verdade, sempre marcou a divisão entre esquerda e direita em todo o mundo e ao longo da história. Já na Revolução Francesa essa contraposição marcaria ou definiria toda a divisão de forças políticas. Aqueles que privilegiavam a igualdade em detrimento da liberdade (principalmente a econômica), passariam a lutar pela justiça social, já aqueles que privilegiavam a liberdade em detrimento da igualdade, tenderiam a defender o mercado.

Sem dúvida que a bipolaridade entre capitalismo e socialismo expressava a contraposição mercado versus justiça social, já que colocava em enfrentamento um sistema sócio-econômico que caracterizava a hegemonia do mercado e outro que caracterizava a hegemonia da justiça social. Mas o fato de não haver mais a hegemonia da justiça social não significa que tal contraposição tenha acabada. O que acontece é que essa contraposição, hoje, se encerra ou se apresenta de uma maneira diferente, pois, como foi dito antes, vivemos numa conjuntura sócio-política nova.

Dessa forma, para analisar a dualidade esquerda-direita, nesse novo contexto, há de ressaltar que essa recente conjuntura sócio-política é caracterizada principalmente, pela emergência e ascensão do neoliberalismo. É internamente nesse contexto de ascensão do neoliberalismo que devemos situar a bipolaridade esquerda-direita. É também, a partir do neoliberalismo que vamos conseguir atualizar o significado dos dois termos.

O neoliberalismo é o ponto chave para se entender, no atual quadro político, a divisão de forças entre esquerda e direita. É através da ascensão neoliberal que se pode perceber a redefinição da divisão de forças que hoje ocorre no país. A própria interpretação da contraposição mercado e justiça social, que é o elemento primordial que definiu historicamente e ainda define a dicotomia esquerda-direita, não pode ser desenvolvida sem que tenhamos como referência o neoliberalismo. A contraposição ou a defesa da doutrina neoliberal são os aspectos principais que hoje definem e orientam a divisão das forças políticas. Falar em esquerda e direita na atual conjuntura política requer falar em política neoliberal. Não há como analisar o pensamento político atual, seja ele no campo da esquerda ou no campo da direita, sem menção ao neoliberalismo.

A contraposição mercado versus justiça social, que ao longo da história a partir da Revolução Francesa definiu a dicotomia esquerda-direita, em qualquer lugar do mundo, se expressa, nessa nova conjuntura sócio-política, na contraposição neoliberalismo versus anti-neoliberalismo, e não mais na bipolaridade capitalismo e socialismo. O fim da bipolaridade cedeu lugar a uma nova forma de expressão da contraposição que é a base da discussão entre esquerda e direita na arena política, ou seja, a contraposição mercado versus justiça social.

Dito isso, pode-se ressaltar que o pensamento, a atuação e o discurso político de esquerda, nesse novo contexto sócio-político, se reflete ou se exprime na contraposição ao neoliberalismo. O neoliberalismo é hoje o grande divisor de águas entre forças de esquerda e de direita, e apresenta uma séria ameaça à justiça social. Essa doutrina representa o privilégio do mercado em detrimento da justiça social, apontando para um caminho de desenvolvimento econômico e de modernização capitalista que se efetiva as expensas de injustiças sociais e de grandes desigualdades.

O privilégio e a ênfase que a doutrina neoliberal fornece ao mercado em detrimento da justiça social não é algo difícil de se perceber, pois fica bastante claro nos seus próprios fundamentos que mostram as raízes do neoliberalismo, e podemos perceber que em nenhum aspecto há preocupação em se defender a distributividade social, mas pelo contrário, o objetivo é destruir qualquer idéia que se relacione à justiça social.

Presentemente o neoliberalismo é o mais novo figurino da direita mundial e, principalmente, da direita dos países do terceiro mundo. É a mais nova bandeira de oposição dos segmentos conservadores, daquela parcela reduzida que compõe a elite econômica e política da sociedade brasileira e que tenta, nesse atual contexto sócio-político, maximizar cada vez mais seus interesses econômicos, não importando se isso vai acarretar o aumento das desigualdades sociais no país. Quanto a esse novo modelo assumido pela direita brasileira, similar ao “menenmismo” argentino, ressalte-se que:

"Durante os governos Sarney, Collor e Itamar Franco, o poder foi assumindo uma nova cara no Brasil. A partir de 1989, o último ano do governo Sarney, a ideologia predominante no Brasil passou a ser o neoliberalismo. Este é um figurino novo para a direita brasileira, que já havia adotado vários modelos" (Sader, 1995:37).

Dessa forma, devemos entender que ao longo da história política brasileira, vários figurinos caracterizaram a ação política dos setores conservadores da nossa sociedade. Na verdade, todos esses figurinos tentavam encobrir o objetivo maior, ou seja: a manutenção da ordem social e política vigente e a hegemonia do mercado sobre a igualdade social. Em última instância, o que setores de direita pretendiam era evitar que o pólo da justiça social prevalecesse sobre o pólo de mercado.

A doutrina de segurança nacional, o figurino típico da direita brasileira nos anos 1960, acabou resultando no golpe militar de 64. Esse golpe decretava a derrubada de qualquer tentativa de se implementar as reformas de base, que seriam reformas que privilegiariam a justiça social:

"A partir da ditadura militar, a direita assumiu uma cara que estava gestando desde o final dos anos 40: a doutrina de segurança nacional, para a qual os objetivos fundamentais do país deviam estar no binômio desenvolvimento e segurança. A direita reivindicava agora o desenvolvimento industrial e até mesmo, a atividade estatal na economia, associada ao capital estrangeiro" (Sader, 1995:186).

Mas essa não foi a única face assumida pela direita ao longo da história. Vários outros artifícios foram colocados em cena e expressaram os interesses de toda a direita brasileira. O importante é destacar que agora o neoliberalismo representa a sua mais nova faceta. É um projeto de modernização e de desenvolvimento que se caracteriza pela hegemonia e pela ênfase no mercado e que apresenta fundamentos que desconsideram a idéia de justiça social. O neoliberalismo carrega consigo um caráter exclusivista e discriminatório. É uma via de modernização do sistema capitalista na qual as vantagens propiciadas serão exclusivas de parcelas da sociedade, principalmente dos segmentos ligados ao capital privado, financeiro e monopolista. Portanto, é uma via de modernização que se contrapõe a propostas de inclusão social e que só é possível se concretizar às custas do aumento das desigualdades sociais.

É importante ressaltar também que o próprio neoliberalismo se reveste de um certo ‘ar’ de modernização bastante específico e que é assaz criticável. É uma idéia associável ao pensamento político da direita brasileira, na medida em que negligencia qualquer dimensão social da modernização. A modernização bem como o desenvolvimento tratado na concepção neoliberal se refere, basicamente, à dimensão meramente econômica. Não que a dimensão econômica não seja importante (é importante desde que seja um desenvolvimento econômico que alcance os diversos setores da sociedade), o problema é que a modernização é vista apenas financeiramente, ou seja, é pensada distanciando-se o progresso econômico de políticas sociais. SADER ressalta bem a concepção de modernidade defendida pela doutrina neoliberal:

"... é concebida apenas na sua dimensão econômica. Mesmo que fosse assim, os países que mais se desenvolveram nas últimas décadas - Japão, Alemanha, Coréia do Sul - não o fizeram por essa via. E a verdadeira modernidade significa a superação do atraso, a implantação dos direitos de cidadania para todos, e tem assim uma inerente dimensão ética, espírito público e preocupação social" (Sader, 1995:192).

A passagem acima, além de mostrar a idéia de modernização inerente ao neoliberalismo, tenta também desmistificar certos pressupostos que estão inseridos no caminho neoliberal. O principal deles é o que se refere ao suposto caráter inevitável do neoliberalismo. Aqueles que o defendem, na verdade, procuram mostrar que não defendem uma alternativa possível, mas que defendem o único caminho, a única e inevitável alternativa. Seus partidários tentam mostrar que não se tem outra opção, a via neoliberal seria, hoje, a ordem natural das coisas. Mas o que podemos notar, na atual conjuntura política e social, é que existem outras saídas. Ressaltamos que países como Japão e Alemanha adotam uma via diferente do projeto neoliberal e obtêm resultados satisfatórios.

Há que se destacar que vários motivos levam a esquerda brasileira ainda a se contrapor ao neoliberalismo. Dentre estes, ressaltamos:

1º) As políticas neoliberais representam uma grande ameaça de eliminação dos direitos sociais conquistados e de liquidação das grandes conquistas coletivas que se efetivaram até hoje e que ameaçariam todos os avanços e os progressos em termos de justiça social que se concretizaram no país;

2º) Por outro lado, quando não torna impossível, o neoliberalismo torna difícil qualquer tentativa ou possibilidade de implementação de reformas sociais no sistema capitalista. Esses seriam duas grandes razões que levam a esquerda brasileira a se opor e a lutar contra o neoliberalismo, expressando seu caráter totalmente antipopular.

Antes de passar para a análise desses fundamentos urge frisar que o neoliberalismo surgiu como alternativa à crise que se verificou no chamado Estado do bem-estar social. Na verdade, o neoliberalismo representou uma reação de direita a esse Estado. O Estado de bem-estar social se caracterizou pela intervenção na economia buscando um crescimento mais prolongado, por grandes investimentos estatais no setor econômico, pela concessão de créditos e subvenções fiscais estimulando o desenvolvimento e, mormente, pela execução de políticas sociais abrangentes. Era um Estado que procurava minimizar as desigualdades sociais, assumindo uma função social e procurando consolidar um conjunto de direitos sociais primordiais no sentido de amenizar as graves conseqüências sociais provocadas pelo capitalismo. Enfim, propiciou progressos em termos de justiça social, embora tenha deixado falhas e lacunas em alguns aspectos, como por exemplo, uma pesada máquina burocrática.

Contrário a esse tipo de sistema surgiu a ideologia neoliberal, que viria propor um novo modelo de estado, alicerçado em princípios bastante diferentes. O que o neoliberalismo propõe é um Estado desvinculado de qualquer papel social, descompromissado com as questões populares, o que significa a desintegração da dimensão social da cidadania, cuja efetivação e consolidação se deu no Estado do bem-estar social. Se a dimensão social da cidadania é o que caracteriza, em grande parte, o Estado do bem-estar, o neoliberalismo enquanto reação a esse estado só pode almejar a sua deterioração.

Por mais falhas que o Estado do bem-estar social possa ter apresentado (alvo de críticas, principalmente daqueles setores conservadores e ligados ao grande capital privado), ele aumentou os níveis de conforto material das classes trabalhadoras, possibilitando grandes avanços na área social. É importante fazer tais referências históricas quanto ao processo de formação e constituição da doutrina neoliberal para entendermos porque, atualmente, a esquerda brasileira se coloca em posição de enfrentamento a esse projeto.

É mister destacar três pressupostos básicos que orientam e estruturam as políticas neoliberais. O primeiro fundamento do neoliberalismo é a desregulamentação da economia, o que é o contrário do que acontecia no Estado do bem-estar. Segundo a doutrina neoliberal, a desregulamentação permitiria a livre circulação do capital e os recursos da economia seriam repartidos pelas regras do próprio mercado de forma equilibrada para os diversos setores da sociedade. Na verdade, o que, historicamente, aconteceu foi que quanto mais a economia esteve desregulamentada, mais se produziram desequilíbrios econômicos entre os seus diversos setores.

Como é sabido, o mercado nunca se mostrou capaz de repartir os recursos de uma maneira equilibrada, que beneficie todos os setores da sociedade. Além do mais, numa economia como a brasileira, caracterizada por grandes monopólios, oligopólios, cartéis e amplamente dominada pelo grande capital privado internacionalizado, a desregulamentação da economia torna o mercado mais desigual do que ele já é e muito mais excludente. A competição ficaria fortemente ameaçada e, possivelmente, sem a intervenção estatal, o mercado seria dominado em pouco tempo pelos cartéis nacionais e estrangeiros que têm interesses convergentes.

Talvez a desregulamentação possa até gerar desenvolvimento econômico, mas isso nos remete a uma pergunta crucial: que tipo de desenvolvimento se produzirá? Será um progresso amplo, global, que trará benefícios aos diversos setores da sociedade e que favorecerá a distribuição de renda no país como seria ideal, ou será um desenvolvimento do tipo do milagre econômico nos anos 1970, restritivo, desigual, que trouxe benefícios para determinadas camadas sociais e que teve como base a concentração de renda?

Outro pilar básico do neoliberalismo são os programas de privatização. Tais estão inseridas na desregulamentação da economia e a complementam. Esses programas são importantes para diminuir, gradualmente, a presença do Estado na esfera econômica. A redução significativa do setor público é importante na doutrina neoliberal para propiciar a expansão do setor privado, que é o grande objetivo do neoliberalismo. Busca-se, também, reduzir a presença do Estado em outras áreas, com as sociais, abrindo caminho para que o grande capital privado ocupe essas esferas também. Dessa forma, fica garantida a expansão do setor privado.

Concretamente, o objetivo maior dessas privatizações é repassar ou transferir para o setor privado, de forma gradual, as áreas tradicionalmente de atuação maciça do setor público, como as áreas de educação, saúde, habitação, telecomunicações até possibilitar amplo controle do capital privado sobre as mesmas. Embora os programas de privatizações busquem, em primeiro lugar, reduzir a atuação do setor público sobre as áreas sociais (e não só sobre essas áreas, todas as outras) e, simultaneamente, aumentar a presença do grande capital privado, a idéia central é eliminar qualquer participação ou atuação do Estado em tais áreas.

Ao se instituir, através das privatizações, esse processo de substituição da presença efetiva do Estado pelo controle do setor privado nas áreas sociais, estará possibilitada a expansão do grande capital privado e, com isso, o desenvolvimento capitalista, mas com graves conseqüências sociais. Há também que se destacar o perigo que esses programas representam para os direitos sociais, já que tais direitos dependem, diretamente, de um setor público eficiente e fortalecido.

Outro fundamento básico do neoliberalismo é o corte do déficit público. Isso significa, precisamente, a redução significativa dos gastos públicos através da execução de uma política de contenção das despesas do Estado. Essa contenção das despesas estatais se direciona, especialmente, para os gastos com pessoal, buscando uma redução na folha de pagamentos, e para as políticas sociais, o que seria altamente prejudicial para as camadas mais populares que dependem, em grande medida, dessas políticas. Para a doutrina neoliberal, os gastos com pessoal e com as políticas sociais geram inflação e descontrolam as contas públicas, logo, devem ser eliminados ou pelo menos ser drasticamente reduzidos. Portanto, podemos inferir que:

"O diagnóstico neoliberal considera que a inflação e o descontrole dos gastos estatais viriam da folha salarial do Estado e de seus gastos em educação, saúde, habitação, saneamento básico, considerados populistas. Uma parte destes seria absorvida pelo mercado, na medida em que as pessoas dispusessem de recursos para se associar a planos privados de saúde ou para colocar seus filhos em escolas particulares" (Sader, 1995:189).

Com essa política de contenção de gastos, ficam evidentes as conseqüências que ela acarretaria e que seriam sentidas, como já foi dito, principalmente pelos setores médios e baixos da sociedade. Além do grande desemprego que tais medidas fatalmente provocariam, iriam ferir frontalmente a democracia social ou pelo menos tudo aquilo que foi conquistado no Brasil, em termos de democracia social, na medida em que liquida com substanciais conquistas sociais.

Vale ressaltar que sem um setor público forte e sem investimentos maciços do Estado nas áreas sociais não é possível atender às demandas sociais, o que implica numa grande ameaça aos direitos humanos e às conquistas sociais. Além disso, tal política de contenção dos gastos públicos ameaça também todo o conjunto de garantias e direitos trabalhistas, já que grande parte dessas prerrogativas depende da atuação do Estado, principalmente no que se refere à questão da Previdência Social. De todos os trabalhadores que certamente seriam prejudicados com a contenção dos gastos públicos, sem dúvida, os mais afetados seriam os funcionários públicos, já que todos os benefícios e garantias que estes adquiriram dependem, diretamente, do tesouro estatal. Eles seriam os primeiros a sentir os efeitos da execução de tal política.

Uma análise bastante sucinta da via de modernização e desenvolvimento que vem sendo defendida pela esquerda brasileira mostra que esta não chega a ter um formato bem definido. Tal caminho nasce como uma alternativa neoliberal e se contrapõe aos fundamentos do neoliberalismo. Essa via vem sendo chamada pela própria esquerda e pelos seus principais partidos que a compõem como a via democrático-popular ou o projeto democrático-popular.

O caminho democrático-popular busca contestar os alicerces do neoliberalismo e propor um projeto de modernização antagônico àquele proposto pela corrente neoliberal. São projetos que culminam em objetivos finais amplamente diferentes e opostos entre si. Há que se ressaltar, como já foi lembrado em algumas passagens dessa exposição, que a própria noção de modernização defendida pela corrente democrático-popular é diferente daquela defendida pela corrente neoliberal, ou seja, a ênfase da modernização, segundo o neoliberalismo, é a dimensão econômica e não mais do que isso. E é esse aspecto que a vertente democrático-popular contesta. Para seus defensores, e aqui se coloca a esquerda brasileira, a ênfase da modernização deve ser a dimensão social.

Na verdade, o que ocorre é um problema de conceituação da palavra modernização. Não se consegue entender o que venha a ser essa tão defendida modernização segundo o neoliberalismo. O que acontece, concretamente, é a defesa de um certo padrão que não significa, necessariamente, que ele seja melhor, ou pelo menos, o melhor para a grande parte da população brasileira. O que o neoliberalismo tenta fazer é obscurecer, encobrir essas questões e mostrar que as suas propostas representam a modernização e que tudo o que se contrapõe a ela é retrógrado, arcaico, obsoleto. Isso significa atrelar a noção de modernização a uma dimensão meramente econômica.

O que o ‘projeto’ democrático-popular, que é a principal bandeira da atual esquerda brasileira, propõe é, justamente, defender a dimensão social da modernização. Isso se realiza na defesa e manutenção dos direitos sociais e de todo um conjunto de benefícios, garantias e direitos trabalhistas, na manutenção e consolidação da dimensão coletiva da cidadania e do aparato social do Estado, na consolidação e efetivação das políticas sociais, na ratificação do papel social do Estado, enfim, na reafirmação e dos importantes avanços e progressos, em termos de justiça social, que se efetivaram no país até o momento, que favoreceu o aumento significativo nos níveis de bem estar material das classes trabalhadoras e das camadas humildes.

O projeto neoliberal, ao contrário do democrático-popular, representa uma séria ameaça a tudo isso que foi colocado. Pelo fato de privilegiar a dimensão econômica da modernização e de pleitear um desenvolvimento econômico condenável, através da desregulamentação da economia. Mas é através de seus fundamentos básicos que essa ameaça se consolida. A execução desses fundamentos representa grande possibilidade de liquidação das grandes conquistas sociais, da própria extinção da dimensão social da cidadania, enfim, representa grave ameaça de destruição daquilo que foi conquistado em termos de democracia social. Se isso se concretiza, acarretaria um aumento assustador das desigualdades sociais a níveis alarmantes.

O projeto democrático-popular surge não somente para se contrapor ao neoliberalismo e defender os direitos sociais e tudo aquilo que foi conquistado no país em termos de democracia social, mas surge também como via de modernização que busca ampliar os direitos sociais, a obtenção de novas conquistas e de novos progressos em termos de justiça social, a ampliação e intensificação das políticas sociais, enfim, procura construir uma sociedade capitalista mais humana, menos desigual e menos injusta socialmente.

3. Uma Nova Esquerda

O fim da bipolaridade mundial entre capitalismo e socialismo provocou uma série de conseqüências no âmbito político internacional. O fenômeno da crise do socialismo e da desintegração dos regimes comunistas no Leste Europeu levou, sem dúvida nenhuma, a uma nova releitura dos termos esquerda e direita como vimos tentando demonstrar ao longo desse artigo.

No entanto, o que ressaltamos é que essa nova releitura não implicou na falta de sentido dos termos citados, não significou que a dicotomia esquerda-direita tinha desaparecido do cenário político mundial e, em especial do cenário político brasileiro. Para que isso tivesse ocorrido, seria necessário demonstrar que os discursos e os pensamentos políticos das várias correntes ideológicas estariam apontando, se não para um mesmo caminho, ao menos para um caminho semelhante. E não é isso que ocorre, hoje, no Brasil.

É claro que não se trata, no momento, de apontar uma rota alternativa ao capitalismo, ao modo de produção capitalista, até mesmo porque seria difícil convencer a sociedade brasileira que o ideal do socialismo ainda pode ter sucesso. A queda dos sistemas do Leste Europeu parece que, se não tornou impossível, pelo menos ampliou os obstáculos à realização desse ideal, obstáculos estes que já eram grandes.

A queda desses regimes do Leste Europeu e o solapamento da antiga URSS foi um fenômeno que alterou, radicalmente, a forma de expressão das lutas políticas entre esquerda e direita a nível mundial. O importante a ser considerado é que essas lutas ainda continuam se travando politicamente, embora dentro de um novo contexto, e os ideais de justiça social e de mercado é que estão sustentando tais lutas.

É dentro desse novo contexto, marcado principalmente pela emergência do neoliberalismo, que o pensamento político da esquerda brasileira está se desenvolvendo. Se não se trata, hoje, de apontar alternativas ao sistema capitalista, se trata, na atual conjuntura, de apontar um caminho de modernização para o sistema capitalista alternativo e diferente daquele proposto pelo neoliberalismo. E é exatamente isso que a esquerda brasileira, seja no âmbito de partidos políticos ou de movimentos populares, vem tentando implementar. E é também por isso que não se pode dizer que a dicotomia esquerda-direita desapareceu, que ela está extinta. O que percebemos hoje é que estão sendo apresentadas vias de modernização e de desenvolvimento para o sistema capitalista conflitantes e que se sustentam em princípios opostos.

Se não ocorre uma convergência entre as múltiplas forças políticas e se as vias de modernização e desenvolvimento apresentadas não apontam para um caminho semelhante, é porque as expressões esquerda e direita ainda continuam vigorando no cenário político brasileiro e, também, porque os ideais de justiça social e de mercado ainda permanecem. Prova disso é o fato da esquerda, se contrapor ao neoliberalismo, que representa uma saída de modernização que contempla o pólo do mercado, desconsiderando totalmente os ideais de justiça social.

O fato de ter emergido uma inovadora conjuntura sócio-política e da dicotomia esquerda-direita passar a ser expressar de uma nova forma e com ideais de justiça social e de mercado ganhando novo contorno, acarretaram um processo de reformulação e revisão do pensamento e do discurso político da esquerda nacional. A luta pelos ideais de justiça social, que sempre orientou a atuação da esquerda brasileira, não se expressa mais da mesma forma que se expressava antes da queda do socialismo. Na verdade, essa luta ganhou novo formato, o que não significa que a busca de uma sociedade mais justa e menos desigual tenha se tornado inviável. Essa busca continua por caminhos diferentes, caminhos que foram abertos com o fim da bipolaridade mundial, que deu lugar a um novo modo de expressão da contraposição mercado versus justiça social, que é a base fundante da dicotomia esquerda-direita.

Todas essas mudanças que ocorreram a nível mundial, isto é, o surgimento de uma nova conjuntura sócio-política e a nova moldura que ganhou a luta pela justiça social, acabaram implicando na formação e na emergência de uma nova esquerda brasileira. Uma esquerda que se mantém fiel aos ideais de eqüidade social, mas que adota novos percursos de luta e projetos diferentes daqueles adotados anteriormente. O caminho que se tem hoje para a implantação de uma sociedade mais humana e menos desigual é bastante diferente daquele que a esquerda brasileira acreditava antes da derrocada do comunismo.

A emergência dessa nova ordem esquerdista é um fenômeno importantíssimo para se entender, nos dias de hoje, a dicotomia esquerda-direita e resultou de um complicado processo de revisitação do pensamento político da esquerda não só no Brasil, como também em todo o mundo. O que essa revisão fez foi abrir novos horizontes para o duelo das forças políticas revitalizando o papel dessa esquerda que estava, de certa forma, confuso. Em realidade, o papel da esquerda nacional é ainda mais crucial do que em qualquer outro momento da história brasileira. Isso porque, atualmente, o mais importante não é tanto lutar para se obter direitos e progressos em termos de justiça social ou conquistar novos direitos, benefícios e garantias para as camadas mais baixas da sociedade (isso faria parte de um segundo momento). O mais importante agora é defender tudo aquilo que já foi conquistado no país, é garantir a manutenção das garantias e dos benefícios sociais e trabalhistas já adquiridos na área social, e que estão fortemente enfraquecidos pelo neoliberalismo.

Cabe a essa nova esquerda brasileira procurar atuar ativamente no cenário político e social no sentido de mobilizar a sociedade e, mormente, as camadas populares, alertando-as com relação aos objetivos pretendidos pela política neoliberal. Para caracterizar melhor essa nova esquerda brasileira e, com isso, resumir um pouco de tudo o que foi exposto até agora nesse texto, gostaríamos de abordar três aspectos que expressam a formação e a emergência dessa nova esquerda. Esses aspectos servem também para contrapor a esquerda brasileira antes da derrocada dos regimes comunistas e a esquerda emergente após esses acontecimentos.

Um primeiro aspecto que chama atenção é o fato de que o marco de referência para a atuação, o discurso e o pensamento político das várias correntes ideológicas da miríade de segmentos sociais e organizações partidárias é o neoliberalismo e não mais o capitalismo, como acontecia antes de toda a derrocada dos regimes comunistas e da ex-URSS. Anteriormente, o que delimitava a divisão das correntes políticas entre esquerda e direita era o capitalismo. Enfim, a posição assumida por um partido ou por um grupo social era definida de acordo com sua relação com o capitalismo e esta poderia ser caracterizada pela luta em favor da consolidação do sistema capitalista ou caracterizada pela luta em favor da transformação e da superação do sistema capitalista.

Antes de passar ao segundo aspecto destacamos um ponto importante: por mais que o termo esquerda seja complexo, a idéia de esquerda que se tem nesse trabalho, antes da derrocada, é de um posicionamento que lutava para implementar transformações estruturais no sistema capitalista, transformações que culminassem na sua superação e que permitissem a instituição de uma nova ordem social e política. Dessa forma, esta conotação de esquerda não pode ser resumida à idéia de reformas sociais, embora isso tenha feito parte das lutas oposicionistas no Brasil.

O segundo aspecto que expressaria a emergência dessa nova esquerda brasileira é a maneira como ela se coloca hoje, no cenário político nacional. O comportamento da esquerda dentro dessa atual conjuntura sócio-política, se caracteriza, primeiramente, por uma postura defensiva e não ofensiva. A necessidade fundamental é defender os direitos, benefícios e garantias sócio-trabalhistas, que já se concretizavam e que se vêem amealhados, hoje, pelas políticas neoliberais. Há que se sublinhar que dentro dessa nova conjuntura toda a dimensão social da cidadania se encontra ameaçada e, dessa forma, a esquerda tem que se esforçar para garantir a sua manutenção.

Um terceiro aspecto que caracteriza essa nova esquerda brasileira é o fato de que a luta empenhada não se desenvolve nos mesmos moldes que se desenvolvia antes do fim da antiga URSS e dos governos do leste europeu. O objetivo maior de construção de uma sociedade menos desigual não é mais pensado pela esquerda brasileira da mesma maneira que era pensado quando a bipolaridade mundial era vigente. Na vigência da bipolaridade mundial havia por parte da esquerda grande aproximação com os ideais comunistas e socialistas, alguns setores e partidos de esquerda mais, outros menos. Mas, o fato é que existia tal aproximação e, de uma forma ou de outra, os ideais de justiça social estavam dentro daquele contexto, associados ao comunismo e ao socialismo.

O que fica claro antes da derrocada é que os ideais de justiça social se operacionalizaram mediante transformações estruturais no sistema capitalista, que acabariam levando à superação. Obviamente que setores, partidos e organizações que se diziam de esquerda no Brasil divergiam em relação muitos pontos. Alguns defendiam transformações processuais e de forma gradual, outros exigiam transformações radicais e imediatas, através de um processo revolucionário independente.

4. Considerações finais

Essa divisão que se efetivara na França, ainda naquela época, já mostrava a contraposição mercado versus eqüidade social, que é o aspecto fundamental ainda hoje, para entendermos a dicotomia esquerda-direita. De um lado, estavam aqueles que davam ênfase no mercado, do outro estavam aqueles que privilegiavam a justiça social. A partir dali, os termos esquerda e direita ganhariam solidez e passariam a fazer parte do cenário político mundial.

a nova esquerda brasileira, surgida após a derrocada da URSS, se particulariza por um relativo distanciamento em relação a esses ideais comunistas e socialistas. A aproximação que existia antes não existe mais, o que significa que os ideais de igualdade social não estão mais associados ao comunismo e ao socialismo, a não ser em alguns poucos grupos de esquerda que ainda retomam esses pilares. E é isso que peculiariza a nova esquerda brasileira.

O que se tem hoje é uma luta que não se caracteriza mais pela necessidade de destruição do sistema capitalista e de construção de uma nova sociedade. O ideal de justiça social não se expressa na implementação de transformações estruturais. Esse ideal se manifesta numa abrangente reformulação do sistema capitalista, na escolha de uma via de modernização e desenvolvimento alternativo à via neoliberal e que seja norteada pelo objetivo de construir uma sociedade capitalista mais humana e menos desigual.

O que a esquerda brasileira pretende, nessa presente conjuntura, é efetivar um amplo processo de democratização e humanização do sistema capitalista, mas tentando seguir por uma via de modernização contrária àquela proposta pelo neoliberalismo. Isso significa que a nova esquerda brasileira adota uma tendência reformista e não transformadora. Os ideais de justiça social se efetivam, na prática, através da implementação de reformas sociais do capitalismo. São reformas que passam pela consolidação de todo o aparato social do Estado, pela ratificação do papel social do Estado, pela destinação de investimentos estatais maciços nas áreas sociais, pela ampliação das políticas sociais, fazendo-o capaz de atender as grandes demandas sociais que são dirigidas a ele.

É necessário que tais reformas abarquem, também, um conjunto de medidas e políticas econômicas que busquem instaurar um desenvolvimento global, com um grande poder de abrangência, que esteja, fundamentalmente, alicerçado e baseado em um amplo processo de distribuição de renda no país e também, em um processo efetivo de reforma agrária. De forma que seja um desenvolvimento que estimule e incentive, efetivamente, o crescimento dos salários e que estimule também o aumento significativo da participação dos salários na renda nacional, acarretando, como isso, o aumento do poder aquisitivo dos trabalhadores.

Marcel de Almeida Freitas

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